“O Flávio Dino está articulando para ver qual é o plenário que a gente vai fazer” , disse o estadista durante a quarta reunião ministerial
O Presidenta da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou, nesta quarta-feira (20/12), que o futuro ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Flávio Dino, ainda ministro da Justiça e Segurança Pública, somente deixará o cargo atual no dia 8 de janeiro de 2024, pois na data um ato será convocado pelo estadista em conjunto com Luis Roberto Barroso e Rodrigo Pacheco (PSD-MG), para lembrar quando a democracia esteve ameaçada.
No ‘X’, o chefe do Executivo disse, às 10h05 de hoje: “Estamos vendo de convocar um ato, no dia 8 de janeiro de 2024, chamado por mim, o presidente do STF e do Congresso Nacional para ressaltar a importância da democracia no nosso país“.
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Dino também deve retomar o mandato de senador, para o qual foi eleito no ano passado, antes de tomar posse no Supremo, em 22 de janeiro.
Durante a abertura da quarta e última reunião ministerial deste ano de 2023, Lula anunciou que o ministro teria uma fala especial e afirmou que Dino será o primeiro comunista na Corte, “segundo a extrema direita”, e quer que ele seja um “comunista do bem”:
“Segundo a extrema direita, foi o primeiro comunista a assumir a Suprema Corte, e eu espero que seja um comunista do bem, que tenha amor, carinho e, sobretudo, que seja justo, porque ali não pode prevalecer apenas a visão ideológica“, disse o Presidente do Brasil, conforme transcreveu a ‘Veja‘.
“Ali, meu caro Flávio Dino, com a tua competência, só tem uma coisa que você não pode trair, é o teu compromisso com o povo brasileiro e o compromisso com a verdade“, completou. O ministro da Suprema Corte não tem que ficar dando entrevista, não tem que ficar dando palpite sobre os votos“, argumentou Lula.
“Ele fala nos autos do processo e é isso que interessa para quem recorre à Suprema Corte. Eu estou confiante que você será motivo de orgulho para o nosso país, depois que você assumir, dia 22 de fevereiro, a Suprema Corte”, declarou.

“Nós estamos tentando convocar um ato que vai ser convocado por mim, pelo presidente da Suprema Corte, pelo presidente do Senado e pelo presidente da Câmara”, disse.
“O Flávio Dino está articulando para ver qual é o plenário que a gente vai fazer e eu queria lembrar os companheiros e companheiras ministras, ninguém está pedindo para vocês não viajarem, mas eu quero a presença de todos os ministros e ministras no dia 8 de janeiro aqui, deve ser na Câmara ou no Senado, e depois vocês podem voltar a descansar, que todo mundo merece um descanso”, concluiu.
