A apoiadora do ex-presidente inelegível, Jair Bolsonaro (PL), Maria de Fátima Mendonça Jacinto Souza, a Fátima Tubarão, de 67 anos, foi presa pela Polícia Federal – Imagem reprodução | Os ministros do STF Flávio Dino e Alexandre de Moraes – Foto de Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil | O ministro do STF Cristiano Zanin – Foto de Carlos Moura/SCO/STF/Flickr
A ré, conhecida como “Fátima de Tubarão“, foi condenada por cinco crimes, incluindo abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado
Os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino e Cristiano Zanin acompanharam o relator ministro Alexandre de Moraes na votação para condenar Maria de Fátima Mendonça Jacinto, a Fátima Tubarão, pela participação nos atos golpistas do 8 de janeiro.
Dino não fez ressalvas em seu voto, enquanto Zanin decidiu pela condenação, porém reduziu a punição para 15 anos de prisão. Moraes votou para condenar a bolsonarista a 17 anos de prisão, justificando seu voto com provas apresentadas pela Polícia Federal, como um vídeo no qual Fátima Tubarão defende “derrubar” os Três Poderes.
A PF apontou que Fátima gravou um vídeo afirmando a necessidade de remover Lula, Alckmin e todos os poderes, e trocou mensagens apoiando atos golpistas, incluindo menção a “Três Poderes” e a Moraes.
A ré, conhecida como “Fátima de Tubarão“, foi condenada por cinco crimes, incluindo abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado. Moraes afirmou que as imagens do celular e o vídeo publicado no g1 demostram seu alinhamento aos propósitos golpistas, invalidando a alegação de que estava no Supremo Tribunal Federal apenas para se abrigar.
Em depoimento, Fátima afirmou que foi a Brasília apenas para conversar com Moraes e pedir o código-fonte das urnas eletrônicas, alegando que não causou danos durante as depredações na Praça dos Três Poderes.
O caso está em análise no plenário virtual do STF, com o julgamento iniciado nesta sexta-feira (2/8) e programado para durar até o dia 9.
