Dilma segue presidenta do NDB dos Brics até 2030 após Putin passar a vez e desistir de indicar russo – Entenda
Ex-presidenta do Brasil foi reeleita por unanimidade para a condução do banco criado para mobilizar recursos para projetos de infraestrutura e desenvolvimento sustentável em mercados emergentes e países em desenvolvimento (EMDCs) – SAIBA MAIS
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Os membros do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) aprovaram por unanimidade a reeleição da presidenta da instituição financeira pertencente ao bloco originalmente de países emergentes BRICS, para mais 5 anos.
A ex-presidenta do BrasilDilma Rousseff (PT). que está no cargo desde 2023, relatou a informação ao jornal O Globo, dizendo: “Fui reeleita“.
O NDB é um banco multilateral de desenvolvimento criado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, os países originais do bloco de emergentes BRICS, com o objetivo de mobilizar recursos para projetos de infraestrutura e desenvolvimento sustentável em mercados emergentes e países em desenvolvimento (EMDCs), com forte mandato, potencial e posição única para contribuir para o crescimento e desenvolvimento global.
Em 10 de março de 2023, o Novo Banco de Desenvolvimento, também chamado de Banco do BRICS, anunciou que seu presidente indicado pelo Brasil, Marcos Troyjo, deixaria o cargo no dia 24 do mesmo mês, tendo o banco iniciado o processo de transição.
O Presidente da RepúblicaFederativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a indicação de Dilma para assumir o cargo, com mandato até 6 de julho de 2025 e salário estimado em US$ 50 mil (hoje aproximadamente R$ 282,27 mil) mensais. Em 24 de março de 2023 o banco aprovou por unanimidade a indicação.
Em agosto de 2023, Dilma decidiu que provavelmente aceitaria e aprovaria a admissão de quatro ou cinco novos membros e que naquele momento via a diversificação da representação geográfica do NBD como uma das suas principais prioridades.
Neste domingo (23/mar), a poucos meses do término de seu primeiro mandato, previsto para julho de 2025, Dilma Rousseff anunciou sua reeleição para um novo mandato. No cargo desde 2023, sua recondução foi resultado de uma indicação do presidente da Rússia, Vladimir Putin (entenda o motivo a seguir).
Dilma Rousseff em foto de Alexey Kudenko/RIA Novosti
Em outubro de 2024, Putin confirmou uma informação anterior de que havia oferecido ao Brasil a continuidade na presidência do NDB por mais um mandato de cinco anos. “A Rússia propôs estender a presidência do Brasil e da presidente do banco, Sra. Rousseff. Tendo em mente que este ano o Brasil preside o G20, no próximo ano ele nos tirará o bastão e liderará o Brics”, afirmou o presidente da Federação Russa.
Segundo Putin, uma liderança russa no Novo Banco de Desenvolvimento poderia dificultar a gestão da instituição devido à guerra com a Ucrânia. O presidente russo afirmou que não desejava transferir os problemas de seu país para outras instituições e que lidaria com os próprios desafios após a 16º Cúpula dos BRICS em Kazan, que foi realizada de 22 a 24 de outubro de 2024.
Pela regra do NDB dos BRICS, cada país membro indica uma pessoa de seu país para um mandato de cinco anos. Como a vez da indicação era da Rússia, e pelo exposto acima, Putin optou por sugerir que Dilma Rousseff continuasse no cargo.
Neste domingo (23/mar), uma foto viralizou nas mídias e redes sociais mostrando a presidenta em meio a uma multidão de líderes empresariais globais, no Fórum de Desenvolvimento da China.
Fórum de Desenvolvimento da China, em Pequim 23.3.2025 / Thomson Reuters
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