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Dilma: ‘Governo progressista do Chile tem poder contra a herança maldita neofascista de Pinochet’

    A ex-presidente do Brasil, Dilma Rousseff, toca afetuosamente o novo presidente do Chile, Gabriel Boric, durante evento de sua posse, nesta sexta-feira (11/3) | Imagem reprodução Twitter / DilmaRousseff/Twitter


    PROGRESSISTAS POR UM BRASIL SOBERANO

    ‘A posse de Gabriel Boric é a maior vitória do povo chileno desde a deposição de Allende’, afirmou a ex-presidente

    A posse de Gabriel Boric [novo presidente do Chile] é a maior vitória do povo chileno desde a deposição de [Salvador] Allende” no ano de 1973, afirmou a ex-presidente Dilma Rousseff, em seu perfil oficial no Twitter, em cujo tuíte compartilhou uma imagem abraçando o mais recente líder progressista empossado em um país da América Latina.

    Dilma foi uma das personalidades pessoalmente convidadas pelo presidente eleito no país, para sua cerimônia de posse, juntamente com o ex-presidente LULA, que devido a problemas de agenda não compareceu.

    Em sua mensagem, Dilma se referiu ao então presidente do Chile em 1973, Salvador Allende, que cometeu suicídio dentro do Palácio de La Moneda, residência oficial do Presidente do país, no dia 11 de setembro daquele ano, após um golpe estabelecer uma junta militar para governar o país e o ditador sanguinário Augusto Pinochet ter sido apontado como representante do Exército. Sob seu comando, uma onda de terror abalaria o país nos anos seguintes.

    Dilma disse ainda que “os atos de 2019, a aprovação da constituinte e a ascensão de um governo progressista têm o poder de enfrentar a herança maldita neofascista de Pinochet e seu conluio com o neoliberalismo de Friedman [1912-2006]”.

    Milton Friedman foi o economista criador da denominação ‘Milagre do Chile’ para se referir ao grupo de jovens economistas chilenos, que mais tarde ficaram conhecidos como Chicago Boys [Garotos de Chicago], responsáveis pela reformulação da política econômica da ditadura do general Augusto Pinochet, através do pensamento Liberal, que antecipou no Chile, em quase uma década, as mesmas medidas que mais tarde seriam adotadas por Margaret Thatcher no Reino Unido.

    Grande parte dos jovens estudaram na escola de economia da Pontifícia Universidade Católica do Chile. Depois, foram estudantes de pós-graduação na Universidade de Chicago, onde receberam aulas de Friedman.

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