Dilma de mãos atadas frente a um congresso hostil

08/10/2015 0 Por Redação Urbs Magna
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maxresdefaultNo encontro do FMI em Lima – Peru em início de outubro de 2015, Augusto de la Torre, o economista chileno que representa a América Latina e o Caribe no Banco Mundial, disse que a recessão pela qual o Brasil atravessa é um mistério.

Segundo ele,os índices da macroeconomia brasileira não são motivos para uma recessão deste porte. Joaquim Levy (atual ministro da Fazenda) tem sustentado a moeda (real) com uma desvalorização correta, só que a demanda interna não se relança e a causa disso é a fragilidade institucional de Dilma Rousseff que está de mãos amarradas diante da hostilidade de seu Congresso”.

La Torre afirma, contudo, que o Brasil se reerguerá dentro de alguns meses pois a economia está buscando, e acabará por encontrar, o caminho para se reajustar: “…o país  é uma economia gigantesca e possui uma grande capacidade de reação. Quando a economia de outros países vai bem eles são parecidos uns com os outros, mas quando é o contrário as diferenças estruturais vem à tona havendo a possibilidade de alguns perderem o compasso, caso eles que não realizem reformas necessárias. As democracias latino-americanas precisam encontrar o equilíbrio entre produtividade e desigualdade, o que não é nada fácil”.

Dentre os problemas mais visíveis para o economista está a desigualdade criada para aqueles que não têm voz ativa, no caso os desempregados que não estão organizados. Para isso, La Torre propõe maior flexibilidade para o salário mínimo que poderia ser diferenciado de acordo com o porte da empresa ou de acordo com a idade do trabalhador de forma que os mais jovens recebessem menos ou que trabalhassem mais pela mesma remuneração, pois segundo ele o salário mínimo que convém em tempos de bonança não é o mesmo que nos convém na crise, mas falar em diminuir o salário mínimo, porém, é um tabu social em qualquer lugar do mundo; um tema delicado, relacionado a questões filosóficas e ideológicas”

Adentrando, porém, na delicadeza deste âmbito, o economista explica que “um trabalhador qualificado não se preocupa com o salário mínimo. Quem se preocupa é a empresa obrigada a contratar tanto os mais qualificados quanto os não-qualificados. E, se o salário mínimo é muito alto, ela simplesmente deixa de contratar. Nesse caso, perde-se o controle por questões políticas e, em tempos de retração econômica, esse salário mínimo se torna um inimigo do emprego”.

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