Após tentativa de “Golpe Brando” por parte do “Movimento San Isidro”, estudantes da ilha apoiam o presidente e, em nome de parentes que lutaram para a Revolução, vibram pelo “SIM” à continuidade das conquistas sociais materializadas por Fidel Castro

“O socialismo é e será a esperança, a única esperança, o único caminho dos povos, dos oprimidos, dos explorados, dos saqueados“, afirmou hoje, sábado (5), o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, em seu perfil da rede social Twitter, no qual compartilhou a imagem do ex-presidente, falecido em 2016, Fidel Castro.
Díaz-Canel acrescentou que “o socialismo é a única alternativa! E hoje, quando os inimigos querem questionar, devemos defendê-lo mais do que nunca”. Veja abaixo:
“¡El socialismo es y será la esperanza, la única esperanza, el único camino de los pueblos, de los oprimidos, de los explotados, de los saqueados; el socialismo es la única alternativa! Y hoy, cuando lo quieren cuestionar los, enemigos, debemos defenderlo nosotros más que nunca”. pic.twitter.com/s62dhmE1h8
— Miguel Díaz-Canel Bermúdez (@DiazCanelB) December 5, 2020
A afirmação de Díaz-Canel ocorre após o governo cubano afirmar ter desmontado, no último fim de semana, em novembro, o que classificou como tentativa de “golpe brando”, ao desalojar líderes do Movimento San Isidro que tentavam desestabilizar o país.
Ligado às Artes, o grupo liderou uma “manifestação” que exigia a libertação de Denis Solís, preso por desacato à autoridade. Em um vídeo do começo do mês divulgado pelo portal Cubadebate, Solís aparece ofendendo e agredindo verbalmente um oficial cubano, dizendo que Donald Trump era seu presidente e pedindo a reeleição do republicano.
A partir de então, o Movimento San Isidro, que adotou o nome devido à localização no bairro de San Isidro, em Havana Velha, iniciou greve de fome na casa da qual foram desalojados pelo governo de Cuba, em um suposto protesto contra a prisão de Solís, mas, segundo a imprensa local, os membros do grupo continuavam recebendo alimentação.
Três pessoas que lideravam o grupo davam ordens, diretamente dos EUA, aos que se encontrava na casa.
Ao desalojá-los na noite da sexta-feira (27/11), autoridades cubanas citaram descumprimento de protocolos contra a covid-19. Segundo Havana, o Movimento San Isidro é a origem de uma articulação de meios “a serviço dos interesses dos EUA”.
“Sob o guarda-chuva da arte, do suposto vínculo de alguns deles com atividades intelectuais e artísticas, o grupo tentou de tudo: manchar a bandeira, danificar o patrimônio, burlar a lei, provocar as autoridades, violar normas e protocolos sanitários, distrair os que se aproximam, ‘fazer explodir a onda’”, escreve a imprensa.
O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, chegou a tuitar durante a semana anterior “exigindo” que o regime cubano interrompesse o assédio ao Movimento San Isidro.
“Instamos o regime cubano a cessar o assédio aos manifestantes do Movimento San Isidro e a libertar o músico Denis Solís, que foi injustamente condenado a oito meses de prisão. A liberdade de expressão é um direito humano. Os Estados Unidos estão com o povo de Cuba“, disse. Veja abaixo:
We urge the Cuban regime to cease harassment of San Isidro Movement protestors and to release musician Denis Solís, who was unjustly sentenced to eight months in prison. Freedom of expression is a human right. The United States stands with Cuba’s people.
— Secretary Pompeo (@SecPompeo) November 24, 2020
Outros oficiais norte-americanos, como Michael Kozak, subsecretário interino do Escritório de Assuntos do Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado, e Mara Tekach, coordenadora do Escritório de Assuntos Cubanos do órgão, também manifestaram apoio ao movimento.
O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, disse que o país não admite “ingerências”. “Aqueles que desenharam a farsa de San Isidro se equivocaram de país, se equivocaram de história e se equivocaram de forças armadas. Não admitimos ingerências, provocações nem manipulações. Nosso povo tem todo o valor e a moral para sustentar uma luta pelo coração de Cuba”, escreveu, no Twitter.
Díaz-Canel disse, também, que “nada poderá enfrentar a desafiadora resistência cubana“, ao mesmo tempo em que compartilhou um texto do jornal Granma sobre uma nota do Ministério de Relações Exteriores de Cuba sobre ingerências norte-americanas.
“San Isidro, um ato de reality show imperial. O espetáculo imperial para destruir nossa identidade e nos submeter novamente. Todos esses planos serão derrotados”, frisou.
Os argumentos das autoridades se reforçaram quando um jornalista mexicano reconhecido por suas declarações contrárias a Cuba e ao socialismo, visitou os líderes do movimento. Segundo a polícia cubana, o jornalista veio dos EUA e não cumpriu com nenhum dos protocolos de segurança estabelecidos para conter a covid-19.
No domingo, uma manifestação a favor do governo tomou conta da praça Trillo, na capital cubana. Díaz-Canel apareceu de surpresa no local.
Jovens de Nuevitas, um município e cidade portuária na província de Camagüey, em Cuba, organizaram representações estudantis ratificando o compromisso com o trabalho da Revolução Cubana em resposta a recentes campanhas para desacreditar a ilha.
Michel Forester Mojena, presidente da Federação de Estudantes Universitários do local, falou em nome dos alunos da turma de Ciências Médicas e destacou o compromisso de dar continuidade às conquistas de suas trincheiras:
“Defendemos o socialismo e vamos resistir às manobras do imperialismo. Sempre daremos nosso voto para que não desapontemos os ideais do Comandante-Chefe Fidel Castro, do Presidente da República de Cuba Miguel Díaz-Canel ou da Revolução”.
Vismar Reytor, funcionário da Secretaria Municipal da União dos Jovens Comunistas, seguiu a mesma linha:
“Nós expressamos espontaneamente o que vem do peito e do coração sobre o nosso dever de realizar a Revolução de diferentes setores da sociedade, reafirmando que somos filhos daqueles que fizeram as guerras de independência, dos que atacaram os quartéis de Moncada, dos que vieram no iate Granma e dos que estiveram na Serra e no Llano.
A Pátria pode continuar a contar conosco para que não falhemos porque, como dizia Fidel na juventude, grandes tarefas podem ser colocadas e, portanto, poderemos cumprir a maior responsabilidade do mundo”, pontuou Reytor.
Neste município a nordeste de Camagüey vibra o Sim por Cuba e a continuidade das conquistas iniciadas por Carlos Manuel de Céspedes, prometidas pelo Apóstolo da Independência José Martí e materializadas por Fidel, onde mais uma vez, os membros das organizações estudantis e os jovens são protagonistas de seu tempo ![]()
(*) Com Cubadebate, Granma, TeleSUR, Brasil de Fato e Radio Nuevitas
