Imagem reprodução / Brasil Wire
![]()
PROGRESSISTAS POR UM BRASIL SOBERANO
“Ele praticou lawfare contra LULA e agora tenta alegar que também é vítima de lawfare“, diz a matéria. “Não é o primeiro caso de propina dos EUA para os envolvidos na Operação Lava Jato”
“Sergio Moro, juiz que acusou e condenou LULA, e depois passou a ministro da Justiça de Bolsonaro, está sendo investigado pelas enormes somas de dinheiro retiradas de empresas que ele investigava”, diz tuíte do Brasil Wire ao compartilhar link para matéria do site.
O texto lembra que o TCU (Tribunal de Contas da União) pediu para congelar os bens do pré-candidato à Presidência, Sergio Moro, sob o argumento de que ele recebeu mais de R$ 40 milhões de empresas que ele condenou na Operação Lava Jato e com quem negociou acordos de leniência.
A espiral de desgraça em torno do pré-candidato presidencial Sergio Moro só se acelera, segue a matéria. O ex-herói anticorrupção treinado nos EUA pode abandonar sua campanha presidencial por completo e até seu plano B para o Senado agora é dúvida. Tendo praticado lawfare contra LULA, agora o ex-juiz tenta convencer a todos que que é vítima de lawfare.
O Brasil Wire mostra reportagem da CNN informando que o TCU compartilhou com a PGR (Procuradoria Geral da República) documentos sobre o dinheiro recebido por Sergio Moro durante sua passagem pelo escritório de advocacia Alvarez & Marsal, com sede nos EUA, e que pediu que o MPF (Ministério Público Federal) deliberasse sobre pedido imediato de bloqueio dos bens de Moro.
O ex-juiz tem extensas conexões com governo, inteligência e setor privado dos EUA, diz a reportagem do Brasil Wire. Ainda não está claro quanto dos R$ 40 milhões em pagamentos das empresas condenadas pela Lava Jato Moro recebeu diretamente em suas próprias contas, prossegue o texto. Não é o primeiro caso de propina dos EUA para os envolvidos na Operação Lava Jato, diz o portal, diz o portal.
Moro foi contratado pela Alvarez & Marsal depois de deixar o cargo de ministro da Justiça de Bolsonaro, tendo entregue o candidato de extrema direita à presidência do Brasil pela prisão do então favorito LULA, afirma o redator do texto do Brasil Wire. Leia abaixo o final da matéria:
Ao se mudar para os Estados Unidos e assumir o cargo de sócio-gerente em novembro de 2020, a Alvarez & Marsal anunciou que Moro se juntaria a uma equipe incomum, formada por ex-funcionários de agências de inteligência e segurança dos EUA , incluindo o ex-procurador do DOJ Steve Spiegelhalter, o agente do FBI Bill Waldie e Roberto De Cicco, que já havia trabalhado na Agência de Segurança Nacional.
A intervenção de Moro nos setores de construção e energia no início de 2015, levando à falência várias das empresas que mais tarde procurariam a ajuda da Alvarez & Marsal, resultou em uma crise econômica fabricada que, juntamente com sua própria narrativa anticorrupção, sustentou tanto o golpe contra Dilma Rousseff e eleição de Jair Bolsonaro.
Moro permaneceu na empresa, que havia sido contratada para auxiliar na reestruturação das empresas-alvo da Lava Jato, até que decidiu lançar sua própria candidatura presidencial. Em abril de 2021, a Brasil Wire noticiou como Moro, enquanto trabalhava na Alvarez & Marsal, estava participando de negociações secretas entre o governo dos EUA, representantes brasileiros do setor privado, sobre o futuro da Amazônia.
Suspeita-se que as empresas que ele tentou como juiz passaram a fazer pagamentos a ele, via Alvarez & Marsal, uma vez que ele estava fora do governo. Moro sempre alegou que não havia conflito de interesse e que nunca atuou pelas empresas que julgava. As faturas listadas pelo Tribunal de Contas, no entanto, colocam em dúvida suas alegações.
