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Desesperado, jornalista quase usa palavra “genocídio” após Israel bombardear palestinos famintos em Gaza (vídeo)

    Guga Chacra demonstrou estarrecimento com as práticas de guerra israelenses, demonstrando alinhamento com a fala de Lula sobre o plano de Netanyahu de dizimar a população e tomar as terras do enclave – ASSISTA

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    O jornalista da ‘GloboNews‘, Guga Chacra, comentou a notícia de que autoridades palestinas acusaram Israel de disparar e matar dezenas de pessoas que aguardavam em filas na Faixa de Gaza para receber ajuda humanitária nesta quinta-feira (29/2).

    Diante do óbvio, o correspondente da emissora ‘Globo‘ em Nova Iorque demostrou estarrecimento com as práticas de guerra israelenses, a pretexto de acabar com o Hamas, indicando alinhamento com a fala de Lula, quando o Presidente do Brasil chamou a atenção do mundo para o plano do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, de dizimar a população e tomar as terras do enclave.

    Por pouco Chacra não usou o termo “genocídio” para qualificar a ação do Exército de Israel, que justificou ao mundo que a ação ocorreu por sentimento de ameaça.

    Assista a seguir e leia mais depois:

    Segundo informações do Ministério da Saúde, 112 pessoas morreram e 760 ficaram feridas durante uma confusão durante a entrega de ajuda em Gaza. As Forças Armadas de Israel afirmaram que as mortes decorreram de residentes saqueando os suprimentos humanitários, com os soldados atirando para o ar e contra as pernas dos envolvidos.

    O Ministério das Relações Exteriores da Autoridade Nacional Palestina disse que há “dezenas de mortos e centenas de feridos” e descreveu a ação como um “massacre hediondo“. Já o Egito classificou o caso como “um ataque desumano israelense” e pontuou que havia “civis palestinos desarmados”.

    De acordo com o Exército israelense, 30 caminhões de ajuda entraram em Gaza pela passagem de Kerem Shalom e, ao chegar, “residentes cercaram os caminhões para saquear ” e que, como resultado do empurra-empurra, pisoteamento e atropelamento pelos caminhões, “dezenas de palestinos foram mortos e feridos“.

    O grupo terrorista Hamas afirmou que o episódio poderia levar ao fracasso das negociações sobre um novo cessar-fogo temporário para a região. Uma nova proposta tem sido debatida entre as autoridades israelenses, cataris, americanas e egípcias.

    Segundo a proposta, o Hamas deve libertar 40 reféns, incluindo mulheres, crianças e jovens menores de 19 anos, além de pessoas com mais de 50 anos e doentes. Já Israel libertaria cerca de 400 prisioneiros palestinos e não os prenderia mais.

    A proposta ainda permitiria que hospitais e padarias em Gaza fossem reparados e que 500 caminhões de ajuda humanitária entrassem no enclave por dia. As negociações conduzidas pela liderança do movimento não são um processo aberto à custa do sangue do nosso povo.

    Após quase cinco meses de guerra entre Israel e Hamas, as Nações Unidas estimam que 2,2 milhões de pessoas, a grande maioria da população, estejam ameaçadas pela fome em Gaza, especialmente no norte, onde destruição, combates e saques tornam quase impossível o transporte de ajuda humanitária.

    O Ministério da Saúde de Gaza anunciou que mais de 30 mil pessoas morreram como consequência das operações israelenses no enclave desde o início da guerra. Segundo a UNRWA, quase 2,3 mil caminhões de ajuda entraram na Faixa de Gaza em fevereiro, com uma média de 82 veículos por dia, uma redução significativa em relação aos números prévios ao conflito.

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