Menor taxa da série histórica se reflete em recuperação robusta do mercado de trabalho, com recorde de empregos formais e aumento na renda dos trabalhadores brasileiros
Brasília, 15 de agosto de 2025
A taxa de desemprego no Brasil atingiu 5,8% no segundo trimestre de 2025, marcando o menor índice desde o início da série histórica do IBGE em 2012.
Divulgados nesta sexta-feira (15/ago), os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) mostram uma queda significativa em 18 das 27 unidades da federação, com estabilidade nas demais, refletindo um mercado de trabalho aquecido e em franca recuperação.
Segundo o IBGE, o recuo na desocupação foi impulsionado pelo aumento de 1,2 milhão de ocupados, totalizando 103,9 milhões de pessoas empregadas, um crescimento de 2,5% em relação ao mesmo período de 2024.
O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado alcançou um recorde de 39,8 milhões, um aumento de 3,7% na comparação anual.
“O mercado de trabalho se mostra aquecido, com redução da mão de obra qualificada disponível e aumento de vagas formais”, afirmou William Kratochwill, analista da pesquisa.
A informalidade também apresentou queda, passando de 38,6% em 2024 para 37,8% em 2025, com 39,3 milhões de trabalhadores informais.
O número de desalentados — pessoas que desistiram de procurar emprego — caiu para 2,89 milhões, o menor desde 2016, registrando uma redução de 10,6% em relação ao trimestre anterior.
A massa de rendimento real habitual atingiu um recorde de R$ 354,6 bilhões, um aumento de 5,8% em relação ao segundo trimestre de 2024, impulsionado pelo maior número de ocupados, apesar da estabilidade no rendimento médio real de R$ 3.457.
Avanços Regionais e Perspectivas Econômicas
A queda na taxa de desemprego foi observada em 18 estados, com destaque para São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, que registraram os maiores recuos.
Nove estados mantiveram estabilidade, indicando uma consolidação do cenário positivo.
“A maior massa de rendimentos resultou quase exclusivamente da expansão do volume de ocupados”, explicou Kratochwill, destacando que o crescimento econômico está diretamente ligado à criação de empregos formais.
Notícias recentes reforçam o otimismo. O Brasil superou 1,2 milhão de empregos formais nos primeiros seis meses de 2025, com 166 mil novas vagas com carteira assinada apenas em junho.
O Ministério da Fazenda destacou que os dados refletem políticas públicas bem-sucedidas, como o programa Acredita, que fomenta a inclusão produtiva.
No entanto, alguns analistas alertam para desafios macroeconômicos, como os elevados juros reais, que podem impactar a sustentabilidade desse crescimento.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem dito que o Brasil vai continuar crescendo, superando as expectativas, gerando empregos e aumentando a renda.
O Partido dos Trabalhadores (PT) também destacou o recorde como um marco da reconstrução econômica após anos de crise.
Nas redes sociais, o que se comenta é que Lula está conseguindo derrubar as fake news sobre ele e o seu governo. As desinformações da extrema direita têm ajudado a manter o engajamento dos eleitores de políticos bolsonaristas.
Contexto e Expectativas Futuras
A PNAD Contínua é a principal pesquisa sobre o mercado de trabalho no Brasil, abrangendo 211 mil domicílios em 3.500 municípios.
Os dados de 2025 reforçam a tendência de recuperação iniciada em 2023, com avanços em indicadores como ocupação, formalidade e renda.
Contudo, especialistas sugerem que a manutenção desse cenário depende de políticas que equilibrem crescimento econômico e controle inflacionário, especialmente em um contexto global de incertezas.
O Governo Federal planeja intensificar iniciativas como o Novo CAGED e programas de inclusão produtiva para sustentar a criação de empregos.
A expectativa é que, com a continuidade das políticas atuais, o Brasil possa fechar 2025 com indicadores ainda mais robustos, conforme destacou o ministro Wellington Dias: “Vamos fechar 2025 ainda melhor”.








