| Brasília (DF)
27 de agosto de 2026
A taxa de desemprego no Brasil recuou para 5,3% no trimestre encerrado em julho de 2026, o menor índice já registrado para esse período desde o início da série histórica, em 2012.
No mesmo levantamento, a população ocupada bateu recorde, atingindo 103,3 milhões de pessoas — números que confirmam a manutenção do aquecimento do mercado de trabalho brasileiro.
Os números, ponto a ponto
Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgados nesta quinta-feira (27/ago) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o resultado representa recuo de 0,5 ponto percentual frente aos 5,8% do trimestre encerrado em abril, e também uma queda na comparação anual, quando a taxa estava em 5,6%.
O contingente de pessoas desocupadas caiu para 5,8 milhões, uma retração de 8% — o equivalente a 503 mil pessoas a menos em busca de trabalho sem conseguir — na comparação com o trimestre encerrado em abril.
Já o emprego com carteira assinada no setor privado, sem contar trabalhadores domésticos, alcançou 39,4 milhões de pessoas, também o maior contingente da série histórica.
Onde o crescimento aparece, e onde ainda há fragilidade
A força de trabalho — soma de ocupados e desocupados — também atingiu o maior patamar já registrado, com 109,2 milhões de pessoas, enquanto o nível de ocupação avançou de 58,4% para 58,9% no trimestre.
O setor de Construção foi o que mais se destacou na geração de vagas no período.
A informalidade, porém, segue como ponto de atenção: o número de trabalhadores sem carteira assinada cresceu 3,6% no trimestre, chegando a 13,8 milhões de pessoas — cerca de 477 mil trabalhadores a mais nessa condição.
Somando empregados com e sem carteira, a taxa de informalidade chegou a 37,5% da população ocupada, o equivalente a 38,8 milhões de trabalhadores.
Sobre a renda, o rendimento médio real dos trabalhadores foi estimado em R$ 3.762, com o IBGE classificando a variação frente ao trimestre anterior como estatisticamente estável — ainda que represente alta de 3,3% na comparação com o mesmo período do ano passado.
A massa de rendimento real habitual da população chegou a R$ 383,5 bilhões, maior valor da série histórica.
O que os economistas dizem sobre o que vem depois
Um levantamento com maior detalhamento técnico, publicado pelo Monitor do Mercado, traz a avaliação atribuída ao economista identificado apenas pelo sobrenome Murad, para quem o desemprego deve fechar o ano entre 5,3% e 5,6%, já considerando o ajuste sazonal.
Segundo essa mesma análise, a manutenção do nível de emprego atual poderia preservar entre 0,2 e 0,4 ponto percentual do crescimento do PIB em 2026.
O dado mais relevante desta divulgação não é apenas a queda do desemprego, mas a combinação entre recorde de população ocupada e recorde simultâneo de carteira assinada — sinal de que a geração de vagas não está se apoiando exclusivamente em trabalho informal, ainda que a informalidade continue crescendo em termos absolutos.
O desafio segue sendo qualificar esse crescimento: mais pessoas empregadas, com rendimento estável, é notícia positiva, mas ainda distante de uma recuperação robusta de poder de compra, já que a renda real cresceu bem menos do que o número de vagas.
Nas redes sociais, perfis exaltam a gestão federal, adotando o bordão “O nome dele é Lula”, por conta da eficiência política do atual governo liderado pelo Presidente da República Federativa do Brasil.
O nome dele é Lula ❤️ https://t.co/oObwWVTkiJ
— Enfermeiro do Lula 1️⃣3️⃣ 🇧🇷 (@enf_intensiva) August 27, 2026
O próprio chefe do Executivo comemora:
Menor desemprego para o trimestre encerrado em julho na série histórica. Maior número de pessoas ocupadas já registrado (103,3 milhões). O Brasil está pronto para mais! pic.twitter.com/jPQ8djLjdb
— Lula (@LulaOficial) August 27, 2026
FAQ Rápido
Qual é a taxa de desemprego atual do Brasil?
5,3% no trimestre encerrado em julho de 2026, o menor índice da série histórica da Pnad Contínua para esse período, segundo o IBGE.
Quantas pessoas estão empregadas no Brasil hoje?
103,3 milhões, recorde histórico, incluindo 39,4 milhões de trabalhadores com carteira assinada no setor privado — também um recorde.
A renda dos trabalhadores também melhorou?
O rendimento médio ficou em R$ 3.762, com o IBGE classificando a variação trimestral como estatisticamente estável, apesar do avanço de 3,3% em doze meses.
O IBGE deve detalhar, nos próximos dias, a distribuição regional e setorial completa dos dados de emprego do trimestre encerrado em julho.
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