Desembargador Ricardo Couto de Castro, presidente do TJ-RJ e governador em exercício do Rio de Janeiro, em foto oficial durante evento / Foto: GIL
Rio de Janeiro (RJ) · 15 de abril de 2026
O governador em exercício do Rio de Janeiro, o desembargador Ricardo Couto de Castro, presidente do TJ-RJ, determinou auditoria geral em toda a administração estadual.
A medida foi formalizada pelo Decreto nº 50.254 e publicada em edição extraordinária do Diário Oficial na terça-feira (14/abr).
Todas as secretarias, autarquias, fundações e empresas estatais, dependentes ou não, deverão apresentar, em até 15 dias úteis, relatório completo à Casa Civil e à Controladoria Geral do Estado.
O levantamento inclui programas e projetos executados nos últimos 12 meses, contratos acima de R$ 1 milhão, quadro de servidores efetivos, comissionados e terceirizados, licitações em andamento e contratações diretas sem licitação.
A Controladoria terá 45 dias para analisar indícios de irregularidades e encaminhar alertas diretos ao gabinete do governador interino, com possibilidade de suspensão de contratos ou responsabilização de gestores.
A decisão foi antecipada pela coluna de Lauro Jardim no O Globo, que a classificou como etapa do chamado “pente-fino” na gestão estadual.
O objetivo declarado é reorganizar as contas públicas, reduzir o déficit e reforçar práticas de transparência e controle de gastos.
A ação ocorre durante a interinidade de Ricardo Couto de Castro no Palácio Guanabara, iniciada após a renúncia de Cláudio Castro (PL) em 23 de março.
O período é marcado por indefinição sobre a sucessão no Executivo fluminense, ainda em análise no Supremo Tribunal Federal.
Com plenos poderes conferidos pela Corte, o desembargador sinaliza compromisso com a democracia institucional ao priorizar a justiça e a eficiência na administração pública.
A auditoria pública centraliza informações estratégicas e abre caminho para cortes de despesas, revisão de contratos e reestruturação administrativa.
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Só assim o Rio dara exemplo de transparencia e responsabilidade na governança. E abre precedentes pra outros casos como é o caso do Amazonas