Parlamentares ocupam Mesa Diretora em Brasília, exigindo anistia para atos de 8 de janeiro e impeachment de ministro do STF, em meio a tensões políticas e críticas à soberania nacional
Brasília, 05 de agosto de 2025
Um grupo de cerca de 15 deputados da oposição, ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ocupou a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados, em Brasília, em um protesto silencioso com esparadrapos na boca, simbolizando censura.
A ação, liderada pelo deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), visa pressionar pela aprovação de três demandas: anistia aos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, o impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, e uma proposta de emenda à Constituição para acabar com o foro privilegiado.
Os parlamentares prometem obstruir os trabalhos legislativos até que os presidentes da Câmara e do Senado, Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre, negociem uma “solução para pacificar o Brasil”.
A manifestação gerou confronto com deputados governistas, como o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (PT-RJ), que foi empurrado ao tentar protestar contra a ocupação, que classificou como um “sequestro” do plenário.
Governistas, incluindo Jandira Feghali (PCdoB-RJ) e Tarcísio Motta (PSOL-RJ), anunciaram que levarão o caso ao Conselho de Ética, exigindo punição aos oposicionistas por violarem a Constituição e o regimento da Casa.
A deputada Fernanda Melchionna (PSOL-RS) criticou a ação em vídeo nas redes sociais, chamando-a de “antidemocrática” e acusando a extrema-direita de tentar aprofundar a crise institucional para proteger Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar desde 4 de agosto, por ordem de Alexandre de Moraes, devido a investigações sobre tentativa de golpe e obstrução à Justiça.
O protesto ocorre em um contexto de tensão política, agravado pela recente prisão domiciliar de Bolsonaro, determinada após ações de seu filho, Eduardo Bolsonaro (PL-SP), nos Estados Unidos, que resultaram em sanções contra Moraes via Lei Magnitsky.
A oposição, incluindo figuras como Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Altineu Côrtes (PL-RJ), apresentou um “pacote da paz” para aliviar conflitos entre os Três Poderes, mas governistas veem a obstrução como uma retaliação que prejudica projetos importantes, como a isenção de impostos para quem ganha até R$ 5 mil e a redução tributária para rendas até R$ 7 mil.
Melchionna destacou que a ação impede debates sobre a soberania nacional, especialmente após o “tarifaço” de 50% anunciado por Donald Trump contra produtos brasileiros, criticado por ela como um ataque à economia do país.
A extrema direita transformou a volta do recesso em piada, mas a situação é grave.
— Fernanda Melchionna (@fernandapsol) August 5, 2025
Hoje seria o primeiro dia de trabalho na Câmara, mas os deputados bolsonaristas estão impedindo o início das sessões. Que eles não gostam de trabalhar, o Brasil já sabe. Mas a obstrução que estão… pic.twitter.com/VkQGuOWTXd
A extrema-direita bolsonarista intensifica ações após manifestações em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal, onde bandeiras dos EUA e apoio a Trump marcaram presença.
Enquanto a oposição alega defender a liberdade de expressão e a soberania popular, governistas reforçam a necessidade de mobilização para garantir a democracia e evitar anistias a golpistas.
A crise institucional, segundo analistas, pode dificultar a aprovação de pautas prioritárias, enquanto a sociedade brasileira acompanha o desfecho desse embate entre os poderes.









Concordo com AECIO A OLIVEIRA…
Crápulas! Vagabundos!! Facínoras!!! Terrooristas!!!! Traidores!!!!!
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