Deputado “passou recibo” ao atacar Paulo Teixeira por chamar Bolsonaro de “genocida”

18/03/2021 0 Por Redação Urbs Magna
Reação de bolsonaristas se deu após Teixeira chamar Bolsonaro de genocida durante reunião da CCJ; Bancada do PT entrará com representação na Comissão de Ética – Foto: Reprodução/TV Câmara

A afirmação é do próprio parlamentar petista que também disse: Carlos Jordy “mostra o que é o fascismo”. Teixeira explicou os motivos da referência ao presidente: “dispensou compra de vacinas, uso de máscara, não providenciou oxigênio em Manaus, desestimulou o isolamento, boicotou medidas sanitárias e estamos nessa tragédia, nesse caos, nesse colapso do sistema de saúde”

Brasil de Fato – O deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP) foi alvo de agressões verbais e ameaças por parte de deputados bolsonaristas após criticar a condução do combate à pandemia e chamar o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de genocida durante reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) nesta quarta-feira (17). 

O petista foi interrompido por Carlos Jordy (PSL-RJ) enquanto apresentava argumentos contra o presidente e defendia que ele fosse julgado criminalmente pelo ato de genocídio. 

“Ele é um genocida e quem o defende comunga dos seus atos e palavras”, disse o parlamentar.

Jordy, então, afirmou em alto tom que não toleraria a afirmação. “Se ele é um genocida, você é um vagabundo”, declarou. As agressões verbais a Teixeira foram endossadas pela deputada Alê Silva (PSL-MG). 

O deputado bolsonarista disse ainda que Teixeira era “cúmplice de um vagabundo corrupto”, referindo-se ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Partido dos traficantes, partido dos traficantes. Bando de vagabundo que roubou a República”, gritou, defendendo Bolsonaro.

As falas exaltadas foram respondidas: “Eu provo que ele é genocida. Você é um moleque”, disse o petista.

O bate-boca entre os parlamentares antecipou o encerramento da sessão, após Bia Kicis, presidente da CCJ, ter chamado a atenção dos parlamentares e ter sigo ignorada. 

Em entrevista ao Brasil de Fato nesta quinta (18), Teixeira afirma que a bancada do PT discute entrar com uma representação no Conselho de Ética contra Jordy.

“Eles me interromperam violentamente. ‘Se ele for genocida, você é vagabundo’. Nem o defenderam, nem foram no mérito, vieram me agredir a ponto de cair a sessão. Isso demonstra o que é o fascismo. Falta de argumentos e violência, violência política. Me ameaçou fisicamente: ‘vou te pegar lá fora’. É o fascismo, mas não vamos recuar”, declara o deputado federal.

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