Parlamentar do PL-ES atacou o estadista durante discussão na Comissão de Segurança Pública e ainda espalhou desinformação sobre o governo – SAIBA MAIS
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Brasília, 8 de abril de 2025
O deputado federal Gilvan da Federal (PL-ES) causou controvérsia ao declarar, durante uma sessão da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados, que deseja a morte do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O ataque ocorreu enquanto o colegiado discutia propostas legislativas, incluindo um projeto que visa desarmar a segurança pessoal de Lula e de seus ministros, relatado pelo próprio Gilvan.
O parlamentar também aproveitou seu tempo de fala para disseminar desinformação, afirmando que o terceiro mandato de Lula está “afundando o Brasil”.
A fala de Gilvan foi registrada em meio à votação de um projeto de lei de autoria do deputado Paulo Bilynskyj (PL-SP), presidente da comissão, que proíbe agentes de segurança do Executivo federal de portarem armas de fogo, mesmo em situações de proteção imediata.
Segundo o relato de Gilvan, favorável à proposta, a medida seria uma forma de alinhar a segurança presidencial às políticas armamentistas do governo Lula.
“Eu quero mais que o Lula morra, quero que ele vá para o quinto dos infernos, é um direito meu. Não vou dizer que vou matar o cara, mas eu quero que ele morra, que vá para o quinto dos infernos. Nem o diabo quer o Lula, por isso ele está vivendo aí. Superou o câncer. Tomara que tenha uma taquicardia, porque nem o diabo quer a desgraça desse presidente que está afundando o País”, declarou o deputado.
URGENTE!!! Deputado bolsonarista acaba de mandar matar Lula AO VIVO na Câmara dos Deputados!!
— Thiago dos Reis 🇧🇷 (@ThiagoResiste) April 8, 2025
Em um debate sobre armamentos, Gilvan da Federal convoca pro assassinato do Lula!!
Que seja PRESO IMEDIATAMENTE, É FLAGRANTE!!!pic.twitter.com/aBvboTcB7y
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O episódio ganhou repercussão imediata. Postagens no X destacaram a gravidade do contexto, lembrando que o mesmo grupo político de Gilvan foi associado, por um relatório da Polícia Federal, a um plano frustrado de assassinato de Lula, do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro Alexandre de Moraes após as eleições de 2022.
A investigação revelou que militares das Forças Especiais tramaram o golpe sob os codinomes “Copa 2022” e “Punhal Verde e Amarelo”.
A proposta de desarmar a segurança de Lula, que ainda precisa passar por outras duas comissões antes de chegar ao Senado, foi criticada por deputados da base governista.
A medida é vista como uma tentativa de coerência com a visão do governo de que armas de fogo não beneficiam a sociedade, segundo o autor do projeto.
Bilynskyj e Gilvan, ambos extremistas bolsonaristas, usaram a discussão para ironizar o presidente.
Gilvan, ex-policial federal com histórico de polêmicas, já foi denunciado ao STF pela Procuradoria-Geral da República em outubro de 2024 por chamar Lula de “ladrão” e “corrupto”.
A denúncia por calúnia e difamação ainda tramita, mas o parlamentar segue utilizando a imunidade parlamentar para ataques diretos ao chefe do Executivo.
A tática de disseminação de desinformação frequentemente envolve o uso de acusações sem provas, feitas de forma intencional para gerar impacto nas redes sociais.
Essas declarações são proferidas com a consciência de que estão sendo gravadas, visando alcançar o público e fazer com que as mentiras sejam assimiladas.
Quando combinadas com narrativas semelhantes de aliados, formam um conjunto coeso capaz de influenciar a opinião dos eleitores.
COMPARAÇÃO GOVERNO LULA X GOVERNO BOLSONARO
| Item | Bolsonaro (2019-2022) | Lula (2023-2025) |
|---|---|---|
| PIB | Crescimento médio anual de cerca de 1,2% (queda de 4,1% em 2020). Em 2022, cresceu 2,9% (serviços e agro). | Média anual estimada em 2,5%-3%. Em 2023, cresceu 2,9%, 2024 com tendência positiva (agro e consumo). |
| Reformas | Reforma da Previdência (2019) e Lei da Liberdade Econômica (tempo de abertura de empresas caiu para 23h). | Reforma Tributária (2023) e novo arcabouço fiscal, equilibrando contas públicas com investimentos sociais. |
| Inflação | Média elevada: 10,06% em 2021, 5,79% em 2022 (choques globais e combustíveis). | Controlada entre 4,5% e 5,5% (regulação de combustíveis e queda de preços globais). |
| Desemprego | Pico de 14,2% em 2020, caiu para 9,3% em 2022, com alta informalidade. | Reduzido para cerca de 7% até abril de 2025, com crescimento do emprego formal. |
| Privatizações / Investimentos | Venda de ativos da Eletrobras, sem privatizar Petrobras ou Correios. | Gastos sociais cresceram 15,6% em 2023, cinco vezes mais que em 2022 (ex.: Bolsa Família). |
| Programas Sociais | Auxílio Emergencial (2020, R$ 600) e Auxílio Brasil (2022, R$ 400), substituindo Bolsa Família. | Bolsa Família retomado e ampliado (2023, R$ 600+), para famílias até 2 salários mínimos. |
| Salário Mínimo | Sem aumento real, fechou 2022 em R$ 1.212. | Reajustes reais, alcançando cerca de R$ 1.640 até 2025. |
| Saúde e Educação | Redução de R$ 37 bi no SUS (2018-2022) e cortes de até 97% em infraestrutura escolar no orçamento de 2023. | Reforço no SUS e retomada de investimentos em universidades e escolas técnicas. |
| Pobreza | Aumentou na pandemia, com insegurança alimentar severa em 8% da população em 2022. | Queda significativa, com 14,7 mi saindo da fome em 2023, próximo de sair do Mapa da Fome. |
| Desmatamento | Aumento de 60% na média anual, com 11.088 km² em 2022 na Amazônia. Fiscalização do Ibama enfraquecida. | Redução de 50% na Amazônia em 2023 (5.153 km²), com reforço no Ibama e PF. |
| Política Ambiental | Críticas internacionais por flexibilização de leis e apoio ao agronegócio. | Liderança em conferências climáticas (ex.: COP) e metas de emissões zero até 205bureau2050. |
| Polarização | Tensões com Congresso e STF, ataques às urnas e atos golpistas pós-eleição (8/01/2023). | Resposta aos atos de 8/01 e diálogo com Congresso, apesar de desafios com base aliada. |
| Exterior | Alinhamento com populistas (Trump, Orbán) e isolamento em fóruns globais (ex.: pandemia). | Reaproximação com EUA, Europa e China, fortalecendo comércio e cooperação climática. |












