Perda do PIB é de 6%, segundo Don Bacon (R-NE), que critica as políticas de seu presidente e alerta para déficits bilionários
Nebraska, 13 de agosto de 2025
Em um cenário de tensões comerciais globais, o deputado republicano Don Bacon da região de Nebraska expressou profundas preocupações sobre as consequências das políticas tarifárias do governo Trump para a economia de seu estado.
Em entrevista à rede de notícias a cabo NewsNation, Bacon enfatizou o impacto direto sobre os agricultores e a indústria de exportação local, que se veem cada vez mais isolados dos mercados internacionais.
O legislador foi direto ao ponto, afirmando que Nebraska, um estado fortemente dependente da agricultura, está “em apuros” devido às tarifas.
“Somos um estado exportador, e nosso milho e soja estão sendo excluídos do mercado”, disse Bacon, que também alertou para uma perda significativa no produto interno bruto.
De acordo com o deputado, “perdemos cerca de 6% do nosso PIB devido às tarifas de Trump“, citando dados econômicos oficiais que, segundo ele, “não são um bom sinal“.
A principal demanda do congressista é por uma resolução rápida. Ele defende a necessidade de acordos comerciais imediatos para reabrir mercados e mitigar os danos econômicos.
“Se conseguirmos alguns acordos tarifários e reabrirmos esses mercados, no fim das contas, é isso que queremos“, ressaltou o político.
A preocupação de Bacon reflete um debate mais amplo dentro do próprio Partido Republicano e no país.
Apesar do discurso de “América em Primeiro Lugar“, muitos legisladores de estados agrícolas, como Nebraska, têm alertado que as tarifas acabam por prejudicar os setores que o governo Trump prometeu proteger.
A Reuters publicou em 2019 que os EUA assinaram um acordo comercial de “fase um” com a China visando aliviar tensões e impulsionar exportações agrícolas, incluindo soja e carne de porco.
Embora tenha havido um aumento temporário, a China não cumpriu integralmente os termos de compra.
O Wall Street Journal e outros veículos de notícias, como a CNN, também destacaram que, apesar do acordo, os agricultores dos EUA enfrentaram uma série de desafios, incluindo interrupções nas cadeias de suprimentos e flutuações de preços, que impactaram a lucratividade.
Recentemente, as relações comerciais entre os dois países voltaram a ser tema de debate.
Em 2024, a agência de notícias Associated Press e a Bloomberg noticiaram que o governo Biden manteve algumas das tarifas de Trump sobre produtos chineses e até impôs novas, especialmente em setores de tecnologia limpa, como veículos elétricos e baterias.
As tarifas sobre soja e milho, no entanto, permanecem um ponto sensível para estados como Nebraska.








