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Deputado do partido de Trump em Nebraska diz que estado vai falir por conta do tarifaço

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    Colheitadeiras trabalhando
    Colheitadeiras trabalhando em Nebraska – estado com forte atividade agropecuária, sendo conhecido pela produção de milho, trigo, soja e carne bovina, além da produção de etanol e indústria alimentícia relevante | O representante dos EUA pelo 2º distrito congressional de Nebraska desde 2017, Dom Bacon | Imagens reprodução/NewsNation


    Perda do PIB é de 6%, segundo Don Bacon (R-NE), que critica as políticas de seu presidente e alerta para déficits bilionários



    Nebraska, 13 de agosto de 2025

    Em um cenário de tensões comerciais globais, o deputado republicano Don Bacon da região de Nebraska expressou profundas preocupações sobre as consequências das políticas tarifárias do governo Trump para a economia de seu estado.

    Em entrevista à rede de notícias a cabo NewsNation, Bacon enfatizou o impacto direto sobre os agricultores e a indústria de exportação local, que se veem cada vez mais isolados dos mercados internacionais.

    O legislador foi direto ao ponto, afirmando que Nebraska, um estado fortemente dependente da agricultura, está “em apuros” devido às tarifas.

    “Somos um estado exportador, e nosso milho e soja estão sendo excluídos do mercado”, disse Bacon, que também alertou para uma perda significativa no produto interno bruto.

    De acordo com o deputado, “perdemos cerca de 6% do nosso PIB devido às tarifas de Trump“, citando dados econômicos oficiais que, segundo ele, “não são um bom sinal“.

    A principal demanda do congressista é por uma resolução rápida. Ele defende a necessidade de acordos comerciais imediatos para reabrir mercados e mitigar os danos econômicos.

    Se conseguirmos alguns acordos tarifários e reabrirmos esses mercados, no fim das contas, é isso que queremos“, ressaltou o político.

    A preocupação de Bacon reflete um debate mais amplo dentro do próprio Partido Republicano e no país.

    Apesar do discurso de “América em Primeiro Lugar“, muitos legisladores de estados agrícolas, como Nebraska, têm alertado que as tarifas acabam por prejudicar os setores que o governo Trump prometeu proteger.

    A Reuters publicou em 2019 que os EUA assinaram um acordo comercial de “fase um” com a China visando aliviar tensões e impulsionar exportações agrícolas, incluindo soja e carne de porco.

    Embora tenha havido um aumento temporário, a China não cumpriu integralmente os termos de compra.

    O Wall Street Journal e outros veículos de notícias, como a CNN, também destacaram que, apesar do acordo, os agricultores dos EUA enfrentaram uma série de desafios, incluindo interrupções nas cadeias de suprimentos e flutuações de preços, que impactaram a lucratividade.

    Recentemente, as relações comerciais entre os dois países voltaram a ser tema de debate.

    Em 2024, a agência de notícias Associated Press e a Bloomberg noticiaram que o governo Biden manteve algumas das tarifas de Trump sobre produtos chineses e até impôs novas, especialmente em setores de tecnologia limpa, como veículos elétricos e baterias.

    As tarifas sobre soja e milho, no entanto, permanecem um ponto sensível para estados como Nebraska.



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