Chiquinho Brazão afirma que não se lembra de conhecer o ex-PM Ronnie Lessa e que nada de sua delação é verdade e que acredita que ele esteja buscando proteger outra pessoa
RECEBA Urbs Magna no Canal WHATSAPP ![]()
O deputado federal Chiquinho Brazão (sem partido) afirmou que o ex-PM Ronnie Lessa, réu confesso do assassinato da vereadora Marielle Franco, busca proteger alguém com sua delação premiada. Chiquinho, preso preventivamente desde março, negou lembrar de ter estado com Lessa e declarou que não teve envolvimento no crime, classificando-o como uma “maldade” e ressaltando as qualidades da vereadora.
Chiquinho afirmou que nada da delação de Lessa é verdade e que não esperava estar nessa situação, desassociando-se do caso. Ele mencionou que, ao ser questionado pelo desembargador Airton Vieira, acredita que Lessa esteja buscando proteger outra pessoa, expressando o desejo de ter uma resposta clara, mas sem ter ideia do motivo.
O réu não indicou quem está sendo protegido. A defesa tem explorado as suspeitas da Polícia Civil do Rio sobre o ex-vereador Cristiano Girão. Chiquinho e seu irmão, Domingos Brazão, são acusados de encomendar a morte da vereadora, com a ajuda do delegado Rivaldo Barbosa e de outros dois policiais militares no planejamento do crime.
A PGR afirma que o crime contra Marielle foi motivado por divergências políticas entre os irmãos Brazão e o PSOL, pois ela teria dificultado a exploração de terrenos ilegais. Os cinco réus foram acusados com base na delação do ex-PM Ronnie Lessa, que os apontou como envolvidos, embora algumas partes de seu relato não tenham sido corroboradas.
“Poderia não me lembrar dele. São muitas as pessoas que chegam próximo e pedem para tirar uma foto. No momento político as pessoas chegam e tiram uma foto. Mas tenho certeza que eu não tenho qualquer lida com ele“, afirmou o deputado, conforme a Folha de S. Paulo transcreveu.
O deputado reconheceu ter se encontrado com Edmilson de Oliveira, o Macalé, ex-PM assassinado em 2021, mas afirmou que a última interação foi em 2008. Lessa mencionou, em sua delação, que conheceu Chiquinho Brazão em um local de encontro de criadores de pássaros no início dos anos 2000, onde Macalé servia como intermediário.
O deputado relatou que esteve no local quatro vezes, encontrando Macalé em duas delas, mas não se lembrou da presença de Lessa. Mencionou ter uma boa relação com a bancada de esquerda da Câmara, especialmente com Marielle, com quem conversava frequentemente. Ele também afirmou que Marielle não se destacou na regularização fundiária, um tema de conflito mencionado pela PF e a PGR, e negou conhecer Rivaldo Barbosa e o major PM Ronald Paulo, além de não saber quem é Laerte Silva de Lima, suposto infiltrado do PSOL.
O acusado admitiu ter contato com Marcus Vinícius Reis dos Santos, conhecido como Fininho e condenado por integrar uma milícia. Ele afirmou que conheceu Fininho em 2010, quando começou a atuar na favela, onde ele se apresentou como policial, taxista e organizador de eventos esportivos. O acusado comentou que a comunidade evita saber sobre a milícia e que quem tenta descobrir acaba se envolvendo com o crime organizado.
Chiquinho destacou a necessidade de agir com cautela ao trabalhar em políticas públicas, mencionando a importância de não cometer deslizes e sua atuação em Rio das Pedras após a morte do ex-vereador Nadinho em 2009. Ele ressaltou que, durante o primeiro mandato do prefeito Eduardo Paes, teve oportunidades que o permitiram implementar diversas obras na área, como a Clínica da Família, coleta de lixo, projetos para crianças, recapeamento de ruas e melhoria da iluminação pública.
RECEBA Urbs Magna no Canal WHATSAPP ![]()
