Deputada que denunciou Witzel à ONU, por promover agenda genocida com permissão de Bolsonaro, tem pedido de cassação protocolado

11/05/2019 0 Por Redação Urbs Magna

Renata Souza (PSOL) é presidente da Comissão de Defesa de Direitos Humanos e Cidadania da Alerj

Deputados estaduais do PSC, partido do governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel, protocolaram na última quinta-feira (9) o pedido de cassação da deputada Renata Souza (PSOL) na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).

No documento, os deputados argumentam a quebra de decoro parlamentar, com justificativa de que Renata tornou institucional uma manifestação pessoal, após ter denunciado Witzel à ONU por promover uma “agenda genocida” no estado.

Renata é presidente da Comissão de Defesa de Direitos Humanos e Cidadania (CDDHC) da Alerj.

A abertura do processo de cassação é assinada pelos deputados Márcio Pacheco, líder do governo, Bruno Dauaire, líder do partido, e Sérgio Louback.

No documento, eles afirmam que a denúncia feita por Renata “não se tratou de uma investida institucional operada pela CDDHC, mas de ação individual, calculada e oportunista”.

Nas próximas semanas, a Mesa Diretora da Alerj deve avaliar a procedência do pedido, dando encaminhamento ou não ao Conselho de Ética.

A denúncia feita por Renata à ONU traz menção ao voo do governador em um helicóptero da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core), durante operação em favelas no município de Angra dos Reis, no sul fluminense, no último domingo (5).

Witzel publicou uma foto em sua conta no Twitter em que aparecem policiais armados de fuzis ao fundo.

“O Rio de Janeiro vive hoje o seu pior momento no que se refere aos casos de morte por intervenção policial, são mais de 400 casos só nos primeiros quatro meses do ano de 2019, é o maior número dos últimos 20 anos.

O governador fez inúmeras declarações públicas legitimando a letalidade policial dentro das favelas e periferias do Rio, o que nos faz pensar que esse aumento expressivo nos números de mortes por ação policial tem relação direta com a permissividade vinda do chefe do executivo”, informa trecho do documento.

via Brasil de Fato

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