Luizianne Lins (PT-CE) gravou vídeo pedindo ao governo brasileiro o rompimento de relações econômicas com Israel – a deputada francesa Emma Fourreau, do partido La France Insoumise, também é outra parlamentar detida junto com Greta Thunberg e o brasileiro Thiago Ávila – SAIBA MAIS
Brasília, 02 de outubro 2025
As Forças Armadas israelenses interceptaram, em águas internacionais, a Flotilha Global Sumud, uma missão humanitária com mais de 500 ativistas de 40 países.
Entre os detidos está a deputada federal brasileira Luizianne Lins (PT-CE), que gravou um vídeo pedindo ao governo brasileiro o rompimento de relações econômicas com Israel.
Outra parlamentar na Flotilha é a deputada francesa Emma Fourreau, do partido La France Insoumise.
As duas se encontram ao lado de nomes como a ativista sueca Greta Thunberg e o brasileiro Thiago Ávila.
A embarcação, que partiu de portos no Mediterrâneo carregada de alimentos, medicamentos e brinquedos essenciais para combater a fome que assola Gaza, foi abordada de forma “ilegal e autoritária”, conforme denúncia da própria Luizianne Lins.
Até o momento, pelo menos 178 pessoas foram capturadas, incluindo 10 brasileiros, e levadas contra a vontade para território israelense, em uma operação que viola o direito internacional humanitário.
A mais recente atualização, divulgada na noite de ontem pela Global Sumud Flotilla revela que os detidos estão incomunicáveis em prisões israelenses, com equipes jurídicas da ONG Adalah lutando por sua libertação imediata.
Emma Fourreau, vocal crítica do genocídio em Gaza, e Luizianne Lins relataram em vídeos pré-gravados serem tratadas como “reféns” durante a abordagem, com drones e substâncias irritantes usadas para imobilizar a tripulação.
Líderes internacionais, como o primeiro-ministro da Malásia, Anwar Ibrahim, condenaram a ação como “intimidação contra civis desarmados”, enquanto o ministro das Relações Exteriores da Irlanda a classificou como obstáculo a uma “missão pacífica contra a catástrofe humanitária“.
No Brasil, parlamentares do PT e do PSOL, incluindo a vereadora Mariana Conti, exigem ação urgente do Itamaraty para resgate e fim das exportações de armas para Israel.
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Essa interceptação não é isolada: reflete um padrão de repressão que, sob lentes progressistas e humanitárias, configura nada menos que cumplicidade em um genocídio, ao priorizar o bloqueio naval sobre a vida de 2 milhões de palestinos à beira da inanição – uma violação flagrante das resoluções da ONU e das medidas provisórias da Corte Internacional de Justiça.
Críticos apontam que ações como essa perpetuam a impunidade colonial, silenciando vozes solidárias e agravando a crise, onde crianças morrem por falta de leite em pó que a flotilha tentava entregar.








Vídeo desesperada? Vídeo oficial da flotilha. Cada um gravou o seu caso fosse sequestrada.
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