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Delegado da Polícia Federal relata “recado de intimidação” após indiciar Bolsonaro, diz site

    Eduardo Bolsonaro segura foto do delegado Fábio Shor durante pronunciamento na Câmara | Imagem reprodução via Metrópoles

    Fábio Shor teve seu retrato exposto por parlamentares da oposição e por militantes virtuais que condenam a forma como ele atua nos inquéritos junto ao ministro do STF Alexandre de Moraes

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    O delegado da PF (Polícia Federal) Fábio Alvarez Shor, que imputou múltiplos crimes ao ex-presidente declarado inelegível até 2030, Jair Bolsonaro (PL), apontou suposta tentativa de intimidação por conta de sua atuação nos processos relatados pelo ministro STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, informa o Metrópoles.

    De acordo com o jornalista do portal de notícias, Paulo Cappelli, Shor teve seu retrato exposto por parlamentares da oposição e por militantes virtuais que condenam a forma como ele atua nos inquéritos junto a Moraes.

    Segundo o texto, uma das críticas se deve ao fato de policiais federais mulheres terem revistado a filha do blogueiro bolsonarista Oswaldo Eustáquio, de 16 anos, com toques por cima da calça. O delegado da PF diz que, após a exposição, passou a ser alvo de “uma onda de ataques em massa” nas redes sociais. E que as ameaças na web se estenderiam ainda a familiares dele.

    A PF abriu inquérito para apurar a denúncia. Em depoimento sigiloso, que o colunista disse que teve acesso, Shor disse que passou a usar carro blindado por se sentir ameaçado após indiciar o ex-presidente no caso das joias sauditas.

    No relato feito à própria Polícia Federal, o delegado narrou que, em 13 de julho deste ano, “pessoas ainda não identificadas colocaram um boneco, em forma de macaco, na parte traseira” do veículo dele. O automóvel estava estacionado na área externa da residência de Shor, em Brasília.

    Na interpretação do delegado, o tal boneco teria sido um “recado de intimidação”, no sentido de demonstrar que sabiam onde ele mora.

    Fábio Shor reportou o episódio à Diretoria de Inteligência da Polícia Federal. O depoimento foi há exatos dois meses.

    Ao ser indiciado pela PF por suposta tentativa de golpe de Estado, Bolsonaro afirmou, na semana passada, que o ministro Alexandre de Moraes “tem uma assessoria bastante criativa“.

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