Brasil deixou o plenário antes de outras delegações, a maioria de países árabes, também abandonarem o local, em protesto. Ataques de Israel ao Hezbollah completaram uma semana, com mais de 700 mortes
A Missão do Brasil na ONU não acompanhou o discurso de Benjamin Netanyahu na Assembleia Geral, retirando-se como protesto. Essa decisão ocorreu antes da retirada em massa de outras delegações, principalmente de países árabes, durante o discurso, enquanto Israel intensifica sua guerra contra o Hamas na Faixa de Gaza e bombardeia o Líbano em conflitos com o Hezbollah.
A intenção, de acordo com fontes, era fazer uma saída discreta, o que, na diplomacia, é um ato de protesto leve a algum país — neste caso, a Israel.
Na quinta-feira (26), a delegação do Brasil participou do discurso de Mahmoud Abbas, presidente da ANP, que destacou o reconhecimento da Palestina como Estado por 142 países, incluindo o Brasil. A diplomacia brasileira ocorreu antes da retirada de várias delegações, principalmente de países árabes, em protesto leve a Israel.
“Não há nenhum lugar no Irã que Israel não posssa alcançar“, disse, nesta sexta-feira (27/9), conforme transcreveu o g1, o primeiro-ministro, em discurso na Assembleia Geral. A fala do premiê era uma das mais esperadas.
Quando ele foi chamado na sessão, dezenas de membros de delegações abandonaram o plenário da ONU, e houve aplausos e vaias. O presidente da sessão teve de pedir silêncio.
Netanyahu disse desejar “a bênção de uma reconciliação histórica entre árabes e judeus”, mas indicou que seguirá com os bombardeios no Líbano. “Enquanto o Hezbollah escolher o caminho da guerra, Israel não tem outra opção“, afirmou.
“Não estamos só nos defendendo. Também estamos defendendo vocês contra um inimigo comum que ameaça nosso modelo de vida“, discursou, em referência ao Irã. “Israel vem tolerando essa situação intolerável por quase um ano. Bem, eu vim aqui hoje para dizer que já chega“, disse.
“Eu não pretendia vir aqui este ano. Meu país está em guerra, lutando por sua sobrevivência. Mas depois de ouvir mentiras contra meu país por muitos aqui, resolvi vir“, disse. “Israel busca a paz, torce pela paz, e vai tornar a fazer a paz. No entanto, enfrentamos um inimigo selvagem e precisamos combatê-lo“.
“Essa guerra pode ter um fim agora. Tudo o que falta é que o Hamas se renda, entregue as armas e devolva os reféns“, afirmou. “Não queremos ver uma só pessoa, uma só pessoa inocente, morrer. Isso é sempre uma tragédia“.
“Ano passado, eu disse aqui que enfrentamos a mesma escolha atemporal que Moisés colocou diante do povo de Israel há milhares de anos, quando estávamos prestes a entrar na terra prometida. Moisés nos disse que nossas ações determinarão se deixaremos às gerações futuras uma bênção ou uma maldição, e essa é a escolha que enfrentamos hoje, a maldição da agressão incessante do Irã, ou a bênção de uma reconciliação histórica entre árabes e judeus“.

Bem feito!
Israel tem que parar!
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