A Corte eleitoral avalia que Paulo Sérgio Nogueira quer agradar Bolsonaro e seguir as ordens do presidente para que ele possa ter meios de questionar um resultado que lhe seja desfavorável
As Forças Armadas apresentaram nesta quinta-feira (14/7), no Senado, uma proposta de votação paralela no dia da eleição com cédulas de papel. A recomendação foi feita pelo ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira, durante audiência convocada pelo senador governista Eduardo Girão (Podemos-CE).
A sugestão segue a linha do discurso recorrente do presidente Jair Bolsonaro, candidato à reeleição, que tem colocado em dúvida a segurança do processo eleitoral, mesmo sem qualquer prova de falha ou fraude nas urnas eletrônicas.
De acordo com o jornalista Guilherme Amado, do Metrópoles, os ministros do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) já têm a resposta para a sugestão, feita a menos de 90 dias da eleição, sob argumentação governista do aumento da confiabilidade do processo.
A resposta do TSE é “NÃO”.
- Primeiro, porque seria ilegal fazer a votação paralela sem amparo na Lei Eleitoral.
- Segundo, porque, mesmo que o Congresso aprovasse a medida, ela seria inexequível neste prazo.
- Terceiro, porque os ministros avaliam que o objetivo do Ministério da Defesa é agradar Bolsonaro e seguir as ordens do presidente para que ele possa ter meios de questionar um resultado que lhe seja desfavorável.
