O casal está sob a suspeita de ter aberto empresas de consultoria para lavar dinheiro da propina que o delegado teria recebido para sabotar as investigações da morte da vereadora
A defesa de Rivaldo Barbosa, preso em março após ser apontado pela PF (Policia Federal) como o suposto mentor do assassinato de Marielle Franco, pediu ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes para que o delegado e a esposa, Erika Araújo – advogada e alvo de uma série de medidas cautelares, sejam ouvidos no processo.
Segundo a investigação, os mandantes foram os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão, que também foram presos no mês passado. A petição dos advogados de Rivaldo Barbosa diz que “ainda não há nos autos notícias do cumprimento daquela determinação judicial, pois até o momento nenhum dos investigados foi ouvido“, conforme transcreveu o ‘g1‘.
O ex-PM Ronnie Lessa, acusado de ser o executor do assassinato, fez a delação e a PF concluiu que Rivaldo já tinha uma “relação indevida” com os mandantes antes mesmo do crime, cuja participação do delegado surpreendeu parentes das vítimas.
O casal está sob a suepeita de ter aberto empresas de consultoria para lavar dinheiro da propina que o delegado teria recebido para sabotar as investigações da morte de Marielle, diz a matéria.
Na petição enviada a Moraes, os advogados citam o currículo de Erika e afirmam que as empresas atuaram legalmente, emitindo notas fiscais e comprovando a prestação de serviços. E pedem que as medidas contra a advogada e as empresas sejam revogadas.
“Como é possível observar, não procedem as assertivas consignadas no Relatório Final da Autoridade Policial, baseadas em notícias de jornal, no sentido de que as empresas de Erika são de fachada, que tenham auxiliado em suposta lavagem de dinheiro e que ela tenha atuado como ‘testa de ferro’ de Rivaldo“,diz a petição.
“Da mesma forma, não há qualquer lastro probatório ou ao menos indiciário no sentido de que tenha havido práticas ilícitas na prestação dos serviços realizados pelas empresas de Erika e muito menos que sua evolução patrimonial tenha relação com rendas ilegais“, prosseguem os advogados.
