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Governo Lula apresenta contra-argumentos para investigação comercial estadunidense

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    O presidente
    O presidente dos EUA, Donald Trump, durante entrevista a jornalista |15.7.2025| Imagem reprodução | O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é entrevistado pela Record News |10.7.2025| Imagem reprodução


    Medidas do Plano Brasil Soberano e posicionamento do MDIC marcam a resposta brasileira a sobretaxas de 50% em produtos-chave, com apoio de entidades como a Fiesp



    Brasília, 14 de agosto de 2025

    O Governo do Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), finaliza sua defesa em resposta à investigação comercial iniciada pelos Estados Unidos, liderado pelo presidente Donald Trump.

    A apuração, conduzida pelo escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), abrange uma série de setores, desde o comércio digital e serviços de pagamento eletrônico, como o Pix, até questões de combate ao desmatamento ilegal e corrupção.

    Para o Brasil, a ofensiva de tarifas, que já atinge 50% sobre a exportação de produtos como café, carne e eletroeletrônicos, é considerada uma “agressão comercial injustificada“.

    Em resposta, o país montou uma força-tarefa liderada pelo Itamaraty, com a colaboração de 11 ministérios e o Banco Central, para elaborar uma defesa técnica e robusta.

    A secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), declarou em audiência com deputados que o “Brasil não é problema comercial para os Estados Unidos”.

    Paralelamente, o Governo anunciou o Plano Brasil Soberano, uma estratégia de resposta que busca mitigar os impactos do “tarifaço” nas empresas brasileiras.

    O plano inclui a liberação de R$ 30 bilhões em crédito para setores prejudicados, via fundos como o Fundo Garantidor de Exportações (FGE), além de aportes adicionais em outros mecanismos financeiros.

    A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) manifestou apoio às medidas, destacando o compromisso com os setores produtivos nacionais.

    Apesar da escalada de tensões, o governo brasileiro busca o diálogo, enquanto o Planalto reforça a soberania do país sobre suas políticas internas.

    A imprensa internacional e analistas de comércio observam que a postura de Trump pode ter um viés político, utilizando as tarifas como uma arma de negociação.

    A defesa brasileira deverá ser protocolada até o próximo dia 18 de agosto.



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