Defesa solicita visitas semanais de Valdemar Costa Neto, Rogério Marinho e vários outros nomes – saiba quem são
Brasília, 15 de setembro de 2025A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos e três meses de prisão em regime fechado por liderar uma tentativa de golpe de Estado, protocolou nesta segunda-feira (15/set) um pedido ao ministro Alexandre de Moraes para autorizar visitas semanais do presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, e do líder da oposição no Senado Federal, Rogério Marinho.
O documento argumenta que a presença de Valdemar Costa Neto é essencial para a coordenação de pautas institucionais e para o planejamento de ações políticas de alcance nacional, enquanto as de Rogério Marinho visam à definição de estratégias e ao acompanhamento de matérias relevantes ao partido no Congresso Nacional.
Atualmente em prisão domiciliar em Brasília desde o início de agosto, devido ao descumprimento de medidas cautelares como a proibição de uso de celulares, Bolsonaro depende de autorização judicial para receber visitantes além de familiares e advogados.
O pedido ocorre em meio a negociações intensas no Congresso sobre o Projeto de Lei da Anistia, prioridade para a oposição, que rejeita versões alternativas no Senado que não beneficiem o ex-mandatário.
Aliados, como o líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante, pressionam pela análise do texto a partir desta terça-feira (16/set), em reunião com o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), embora ele afirme que o projeto ainda não tem previsão de ser votado e nem de haver uma troca na relatoria.
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No mesmo dia, a defesa também solicitou visitas de Sóstenes Cavalcante, do ex-ministro Adolfo Sachsida e do senador Wilder Morais, além da liberação para quarta-feira (17/set) do grupo de oração da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro na residência do ex-presidente.
Uma visita adicional foi pedida para o deputado federal Rodrigo Valadares (União-SE), relator do PL da Anistia, sem data definida.
Na semana anterior, Alexandre de Moraes negou pedidos semelhantes de acesso livre para Valdemar Costa Neto e outros parlamentares do PL, optando por autorizações pontuais, como as de Carlos Portinho (PL-RJ) no dia 16, Marcos Rogério (PL-TO) no dia 17, Ubiratan Sanderson (PL-RS) no dia 18 e Bruno Scheid no dia 19.
Em agosto, o ministro chegou a indeferir acesso contínuo a seis aliados, incluindo Altineu Côrtes (PL-RJ) e Caroline de Toni (PL-SC), justificando a necessidade de análise caso a caso para preservar a integridade das investigações sobre a trama golpista.
Apesar disso, Moraes autorizou encontros recentes, como o de Valdemar Costa Neto em meados de agosto, e revogou em março proibições de contato entre o dirigente e Bolsonaro, após a Procuradoria-Geral da República (PGR) não denunciá-lo no inquérito.
Valdemar Costa Neto, em entrevista recente, reforçou o compromisso com a anistia ampla, designando Rogério Marinho e Carlos Portinho para negociações no Senado, com apoios do União Brasil, PP e parte do PSD.
Ele admitiu desafios em chapas para 2026 sem familiares de Bolsonaro, mas enfatizou a anuência do ex-presidente, enquanto Marinho indicou que indiciamentos prévios eram esperados em meio a uma perseguição política.
Esses movimentos sinalizam uma articulação oposicionista sob vigilância judicial, com o trânsito em julgado da condenação podendo transferir Bolsonaro para um presídio comum.








Xandão nega estas visitas. É para preparar outro golpe. Não se pode confiar nesta gente. Podem além de um golpe dentro do golpe, articular a fuga do Bolsonaro.
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