DATENA: “Se o Luciano Huck pode ser candidato a presidente, por que eu não posso ser candidato a governador?”

06/02/2020 Off Por Redação Urbs Magna

Datena vai anunciar a decisão sobre seu futuro político no dia 15 de março, mas sinaliza que sua preferência é por vaga no Senado ou governo paulista em 2022:

“Se o Luciano Huck pode ser candidato a presidente, por que eu não posso ser candidato a governador? Está tudo em aberto. Posso me filiar a um partido agora para disputar o Senado ou governo, mas a prefeitura não está descartada”, disse ao Estadão.

Datena é o preferido de Bolsonaro para a eleição na capital de SP, mas o apresentador rejeita a ideia e cogita fazer dobradinha com o Márcio França (PSB), com quem vem conversando.

“Está em aberto minha filiação a um partido que possa se interessar”, afirmou o jornalista.

Outro cenário seria o apresentador ingressar no Aliança pelo Brasil, partido que o clã Bolsonaro tenta criar.

Mas é cada vez mais remota a possibilidade da legenda conseguir as 492 mil assinaturas exigidas pelo TSE até o dia 4 de abril.

Por isso, Datena passou a negociar também com o MDB por intermédio do empresário Paulo Skaf, presidente da Fiesp. Filiado ao MDB, Skaf é o articulador do Aliança em São Paulo.

Datena era esperado por Bolsonaro e Skaf no palanque da cerimônia de lançamento da pedra fundamental do primeiro Colégio Militar de São Paulo, que será construído em um terreno ao lado do Campo de Marte, zona norte da capital, na segunda-feira, 3.

No evento que selou publicamente a aliança política entre Bolsonaro e o presidente da Fiesp, a ausência do jornalista foi “sentida”.

Ao se ausentar das agendas com Skaf e Bolsonaro, Datena reforçou a avaliação no entorno de ambos de que vai desistir novamente de entrar na corrida eleitoral.

Políticos de São Paulo avaliam, porém, que a cada dia a indecisão de Datena torna mais difícil a construção de sua candidatura.

Se o jornalista e o Aliança ficarem fora da disputa, o bolsonarismo (Paulo Skaf incluído) terá que buscar outros nomes para enfrentar a esquerda e, principalmente, os pré-candidatos alinhados com João Doria.

São eles, além de Covas, Joice Hasselmann (PSL) e Felipe Sabará (Novo).

Doria é visto pelo Planalto como possível adversário de Bolsonaro na eleição presidencial de 2022.

Comente com o Face ou utilize a outra seção abaixo. Os comentários são de responsabilidade do autor e não têm vínculo com a publicação. Mantenha um bom nível de discussão, do contrário reservamo-nos o direito de banir seus perfis.