📷 Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abre vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro e desponta como favorito para a reeleição. Estadista tem 40% das intenções de voto no primeiro turno e vence o senador do PL por 48% a 43% em uma eventual disputa direta no segundo turno / Imagens reprodução |•| Arte Urbs Magna
| Brasília (DF)
25 de julho de 2026
Presidente da República Federativa do Brasil, Excelentíssimo Senhor Luiz Inácio Lula da Silva (PT), lidera todos os cenários testados pelo Datafolha para a eleição presidencial de 2026, tanto no primeiro quanto no segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e seria reeleito se a votação ocorresse hoje.
A pesquisa, divulgada no final da noite de sexta-feira (24/jul), mostra ainda a aprovação do governo superando a desaprovação pela primeira vez no ano.
Os números do primeiro e do segundo turno
No cenário estimulado de primeiro turno, com uma lista de 12 pré-candidatos, Lula aparece com 40% das intenções de voto, contra 32% de Flávio Bolsonaro — diferença de oito pontos percentuais, com base em levantamento divulgado pela Folha de S.Paulo.
Em uma eventual disputa de segundo turno, a vantagem do petista se mantém: 48% a 43%.
Flávio Bolsonaro apresenta seu melhor desempenho entre eleitores com renda de dois a cinco salários mínimos (38%), na região Sul do país (41%) e entre evangélicos (47%) — nichos que, isoladamente, não bastam para reverter a distância no total nacional.
A avaliação do governo
O Datafolha também mediu a avaliação do governo Lula: 32% classificam a gestão como ótima ou boa, 28% como regular e 38% como ruim ou péssima — somando 60% de avaliação positiva a neutra.
No quesito aprovação pessoal, 49% aprovam o presidente e 48% desaprovam — a primeira vez, em 2026, que a aprovação numérica ultrapassa a desaprovação, ainda que dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.
A estabilidade chama atenção porque ocorre em meio a um novo capítulo do conflito comercial entre Brasil e Estados Unidos: o governo de Donald Trump anunciou uma nova rodada de sobretaxas contra produtos brasileiros em 15 de julho, reforçada por tarifas ligadas a acusações de trabalho análogo à escravidão em 22 de julho.
Até aqui, o episódio não alterou de forma significativa a avaliação do governo, diferentemente do que ocorreu após o primeiro tarifaço, em 2025, quando o índice de aprovação subiu de 29% para 33% entre julho e setembro daquele ano.
O dado mais relevante da pesquisa não é a vantagem isolada de Lula sobre Flávio Bolsonaro, mas a resiliência do índice de aprovação em um cenário de pressão externa crescente.
A repetição do tarifaço americano parece ter perdido, ao menos por ora, a capacidade de gerar o mesmo efeito político observado em 2025 — o que pode indicar um desgaste da estratégia de usar a política comercial dos Estados Unidos como instrumento de pressão eleitoral interna.
Ficha técnica
O Datafolha entrevistou 2.004 eleitores em 139 municípios brasileiros entre terça-feira (22/jul) e quinta-feira (23/jul).
A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01166/2026.
FAQ Rápido
Lula venceria a eleição se ela fosse hoje?
Sim, segundo o Datafolha, ele lidera tanto no primeiro quanto no segundo turno contra Flávio Bolsonaro, com vantagem de oito e cinco pontos percentuais, respectivamente.
A avaliação do governo Lula melhorou?
Ela se manteve estável em relação a maio e junho, mas a aprovação pessoal do presidente superou a desaprovação pela primeira vez em 2026, dentro da margem de erro.
O novo tarifaço de Trump afetou a popularidade de Lula?
Até o momento, não, segundo o Datafolha — os índices permaneceram praticamente inalterados após os anúncios de sobretaxas de 15 e 22 de julho.
A Folha de S.Paulo deve divulgar novos recortes da pesquisa Datafolha, incluindo desempenho por região e faixa etária, nos próximos dias.
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