Gigantes de tecnologia implementam táticas de construção relâmpago para alojamento de chips NVIDIA de alto poder causando enorme demanda por energia e água
São Francisco, Califórnia, 09 de novembro 2025
O rápido crescimento e a escala avassaladora dos data centers, impulsionados pela demanda da Inteligência Artificial (IA), tornaram-se um ponto central de debate sobre o uso de recursos e o impacto ambiental. Críticos veem essas megaestruturas não apenas como centros de processamento, mas como verdadeiros “parasitas” digitais.
O neurocientista Miguel Nicolelis utilizou suas redes sociais para classificar os data centers como “verdadeiros parasitas digitais que sugam toda nossa produção intelectual, energia elétrica e água potável para gerar riqueza para as BigTechs vendendo slop digital para incautos”. Essa forte crítica ressalta a preocupação com a drenagem de recursos vitais e a natureza do conteúdo gerado.
A Velocidade Inédita da Construção de Datacenters
A tese do caráter parasitário ganha peso quando analisamos a velocidade e a magnitude da expansão dessas infraestruturas nos Estados Unidos. O fundador da CleanviewEnergy e Distilled, Michael Thomas (@curious_founder), cuja equipe mapeou mais de 1.000 data centers no país, destacou que o principal aprendizado é que esses projetos são “realmente grandes, e estão sendo construídos realmente rápido”.
A infraestrutura necessária para suportar a IA moderna, especialmente os chips avançados da NVIDIA, exige uma capacidade energética inédita, com diversos projetos atingindo a escala de gigawatts (GW) em tempo recorde.
Exemplos de Projetos em Escala Gigawatt:
1. Stargate (OpenAI): Há pouco mais de um ano, o projeto Stargate da OpenAI em West Texas consistia em pouco mais do que licenças e algumas centenas de acres de terra. Hoje, o local abriga 100.000 dos chips mais avançados da NVIDIA, consumindo 200 MW de energia. A projeção é que, até o próximo ano, o projeto consuma 1.2 GW.
2. Amazon na Indiana: A Amazon concluiu recentemente a primeira fase de um data center em Indiana, que consumirá, por fim, 2.2 GW de energia. A primeira fase, com 525 MW, levou pouco mais de um ano para ser construída.

3. Meta em Ohio: A Meta está implementando uma tática agressiva para construir seu primeiro data center de 1 GW em Ohio. Para acelerar a construção pela metade, a empresa está instalando milhares de GPUs NVIDIA de US$ 60 mil em tendas. Enquanto os primeiros edifícios no local de Ohio levaram de 2 a 3 anos para serem erguidos, a solução das tendas levará menos de um ano.
O Foco na Demanda Energética das BigTechs
O conjunto de dados, compilado pela equipe de Michael Thomas para a Cleanview, evidencia que a corrida das BigTechs como OpenAI, Amazon e Meta por capacidade de processamento está redefinindo as métricas de tempo de construção e consumo de energia. A velocidade e o volume de recursos alocados – de West Texas a Indiana e Ohio – sublinham o argumento de que a infraestrutura digital se expande a uma taxa que exige atenção imediata em relação ao consumo de energia elétrica e água potável, conforme mencionado por Miguel Nicolelis.
A crítica de Miguel Nicolelis e os dados de Michael Thomas sobre a rápida expansão dos data centers nos EUA se inserem em um contexto de intensa discussão sobre a pegada de carbono da tecnologia e o uso de recursos.
A opinião de Nicolelis foi compartilhada através do X, citando a conta @USA_Polling, de viés democrata/progressista, que divulgou o fio de Michael Thomas.
Thomas é fundador de CleanviewEnergy e Distilled, focando em gráficos virais sobre energia limpa, IA e clima, o que confere autoridade aos dados de consumo e velocidade de construção.
Para maior compreensão, pense nos data centers como super-esponjas. Eles são projetados para absorver e processar grandes quantidades de dados (a ), mas para funcionar na escala de gigawatts (como 1.2 GW no projeto Stargate), eles sugam enormes quantidades de energia e água, crescendo tão rapidamente que parecem ignorar os prazos tradicionais de construção.
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