
A senadora DAMARES ALVES e a jornalista VERA MAGALHÃES no programa Roda Viva | Imagens reprodução
Caso ocorreu após a jornalista mencionar em tom jocoso um vídeo viral da então ministra no qual ela relatava ter visto Jesus em uma goiabeira – SAIBA MAIS
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Brasília, 06 de maio de 2025
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) foi condenada pela Justiça de São Paulo a pagar R$ 1.000 em indenização por danos morais à jornalista Vera Magalhães, devido a declarações falsas feitas em 2022.
Durante entrevista à Rádio BandNews Brasília, Damares acusou Vera de ter “rido do estupro” sofrido por ela na infância, associando a jornalista a uma “vergonha para o jornalismo”.
A 15ª Vara Cível do Foro Central de São Paulo, sob a juíza Paula da Rocha e Silva, determinou que as acusações eram infundadas e ordenou a remoção de publicações nas redes sociais da senadora, sob pena de multa diária de R$ 3.000, conforme noticiado pela Folha de S. Paulo.
A decisão reforça a proteção à honra e o combate à desinformação, especialmente contra profissionais da imprensa.
O caso teve início em 2018, quando Vera Magalhães, apresentadora do Roda Viva (TV Cultura) e colunista de O Globo e CBN, mencionou em tom jocoso um vídeo viral de Damares, no qual a então ministra relatava ter visto Jesus em uma goiabeira, sem contexto sobre o abuso sexual sofrido.
Após Damares esclarecer que o episódio estava ligado a uma tentativa de suicídio decorrente do trauma, Vera pediu desculpas públicas no mesmo programa, afirmando: “À luz dos esclarecimentos da ministra, o uso da música foi inapropriado”.
Mesmo assim, em 2022, Damares e aliados, como a deputada Carla Zambelli, resgataram o episódio para atacar a jornalista, alegando que ela teria zombado do estupro.
A Justiça considerou as falas de Damares “insinuações maliciosas e de cunho criminal”, extrapolando a liberdade de expressão, conforme também reportaram o Conjur e o Metrópoles.
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A defesa de Vera Magalhães, conduzida pelos advogados Igor Sant’Anna Tamasauskas e Beatriz Canotilho Logarezzi, do escritório Bottini & Tamasauskas, destacou a vitória como um marco para a liberdade de imprensa: “É hora de que influentes lidem com as consequências de divulgar desinformação”.
O valor da indenização, embora simbólico, reforça a responsabilidade de figuras públicas em evitar ataques infundados.
O caso também se conecta a outras condenações, como a do pastor Silas Malafaia, que pagará R$ 15.000 à mesma jornalista por fake news sobre suposto financiamento de João Doria.
A decisão contra Damares foi celebrada nas redes sociais, com usuários destacando que “não é sobre o valor, mas sobre a justiça contra a calúnia”.













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