Da profecia do haitiano à contramão do covid, ‘Bolsonaro acabou’ e ‘não é presidente mais’

30/03/2020 1 Por Redação Urbs Magna

O alto comando do Exército não está nada satisfeito com Bolsonaro sobre ele tentar convencer a população a encerrar a quarentena e tocar a vida como se o coronavírus no mundo não tivesse matado 34 mil pessoas, após infectar mais de 720 mil. Lembremos do antigo vídeo em que o ainda deputado fala em matar 30 mil brasileiros. O que seriam 34 mil em um mundo de quase 8 bilhões de habitantes? Enfim, o general Edson Leal Pujol, comandante do Exército, disse que não iria cumprir o pedido do louco e não cumpriu. Passou a se retratar ao Ministro da Defesa, segundo as orientações do nosso Ministério da Saúde.

Jair Bolsonaro / covid-19 – fotomontagem Equipe Et Urbs Magna

Bolsonaro falou, em cadeia nacional, para o Brasil ‘voltar à ativa’ e, depois, o Ministério da Saúde veio e disse: “Fique em casa”. Ou seja, a frase do haitiano na volta do presidente ao Palácio Alvorada, “Bolsonaro acabou, você não é presidente mais!“, encerrou qualquer dúvida sobre a governabilidade do ‘mito dos mentecaptos’ e agora Mandetta é quem dá as cartas, ao menos neste momento em que “saúde é o que interessa, o resto não tem pressa“, como dizia em frase que virou bordão na boca de Paulo Cintura, o personagem do Programa Escolinha do Professor Raimundo. Nunca uma frase fez tanto sentido.

Pra quem acompanhou as declarações sobre “gripezinhas” e “mortes de poucos mil” que um ordinário Bolsonaro deu em cadeia nacional, o viu, também, sendo desmoralizado diante das orientações de Mandetta, que desdisse ponto por ponto as tolices do presidente da República. E pra quem assumidamente jamais entendeu de economia, o que lhe resta? Não há mais lugar para ele na liderança de um país assustado com as notícias que atravessam milhas e milhas em poucos segundos no WhatsApp. As evidências da contaminação são reais, mas ele insiste em andar na contramão e o Brasil se pergunta agora: “Pra que serve Bolsonaro?” E a única resposta que ainda satisfaz as mentes de uma elite doente é que ele está no lugar de Lula.

Bolsonaro não é mais respeitado em lugar algum. Congresso, Supremo, Grupos de Direita, nada. Os que o mantém vivo são os ainda fanáticos a quem o presidente faz questão de cuidar como os últimos remanescentes, a exemplo dos raros espécimes vistos no Palácio Alvorada à sua saída e retorno, todos os dias.

Quem diria? Nem a iminência da morte por doença incurável faz os últimos bolsomínions acordar. Com estes fatos estranhos, retornam indagações vindas da indignação político-social de um passado recente, como: “o brasilero precisa ser estudado” ou “o Brasil não é para principiantes”.

Como Bolsonaro sairá do poder, que já não lhe pertence, é uma incógnita. Mas ele tem uma boa alternativa que é assinar a carta-renúncia, ainda que nisso não haja a honra que presume ter, dada a sua visão orgulhosa e egoísta, mas que pode proteger a “familícia de bem” de todos os crimes cometidos contra a humanidade.”

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