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“Dá pra ver nos seus olhos o cagaço” diz Duvivier sobre CEO do Bradesco defendendo o Exército (vídeo)

    Setores da esquerda viram fala golpista nas imagens em que o diretor-presidente, Octavio de Lazari Junior, afirma que está de “prontidão”

    Dá pra ver nos seus olhos a subserviência, o pavor, o cagaço” diz o ator, humorista, roteirista e escritor Gregório Duvivier, sobre o CEO do Bradesco defendendo o Exército Brasileiro, em vídeo em que setores da esquerda enxergaram uma fala golpista, quando o diretor-presidente do banco, Octavio de Lazari Junior, diz que está de “prontidão”.

    Tive muita dificuldade em entender o que o CEO do Bradesco diz no seu vídeo em tributo ao Exército brasileiro. A dicção da pessoa fica comprometida quando ela tem um coturno na boca. Pra ser justo, não dá pra saber se é mesmo um coturno ou apenas um saco escrotal“, diz o humorista em seu artigo no jornal Folha de S. Paulo.

    O vídeo mobilizou as redes sociais no sábado (5/6). O CEO de um dos principais bancos do país, relata que, 40 anos atrás, se apresentava como “Soldado 939 Lazari“. Ele conta que durante um ano, em 1982, a apresentação fazia parte da sua rotina. O executivo encerra o vídeo dizendo que segue de prontidão. “Passam os anos e algumas coisas não mudam e o soldado 939 Lazari continua de prontidão”.

    Duvivier prossegue: “O que não entendi mesmo foi o propósito. Não é como se o Exército estivesse precisando do apoio do Bradesco. O general brasileiro nunca ganhou tão bem – em dinheiro, mas também em viagens no avião da FAB pra toda família e próteses penianas de última geração“.

    Ainda assim, o CEO achou que precisava gravar um vídeo ajudando a manter os generais de cabeça erguida. Caso a prótese não funcione, ele já avisou que vai estar sempre a postos pra dar aquela mãozinha. Já diz o lema: braço forte, mão amiga“, escreveu o humorista.

    Em 2018, após a eleição do presidente Jair Bolsonaro, Lazari disse ao jornal O Globo que se sentia “revigorado”:

    A partir deste cenário, nos sentimos revigorados para dar início a um novo ciclo de reformas estruturais no sentido de modernização do Brasil”, disse em comunicado ao jornal, conforme transcrição do portal BDF.

    No Fórum Econômico Mundial de Davos, em maio passado, Lazari minimizou as ameaças antidemocráticas de Bolsonaro e disse que “o sentimento deles (referindo-se à comunidade econômica internacional) é de que o Brasil tem uma democracia consolidada”, lembra o portal.

    Para Duvivier, “trata-se de um dos homens mais poderosos do Brasil. Ainda assim, dá pra ver nos seus olhos a subserviência, o pavor, o cagaço. E o mais louco: nem teve golpe ainda. Talvez nem tenha. Ainda assim, ele achou por bem fazer um vídeo pra deixar claro que, caso o golpe aconteça, ele vai estar do lado de quem estiver armado.

    “O soldado 939 Lazari continua de prontidão”, diz o CEO, como se sua expertise corporativa fosse servir pra alguma coisa numa trincheira. Não encontrei nenhum vídeo do sujeito em solidariedade aos milhões de pessoas que perderam um familiar por causa da incompetência de um general no Ministério da Saúde. Esses talvez estivessem precisando um pouco mais da sua empatia”, afirma o escritor em seu texto no jornal.

    Segundo o portal BDF, as declarações de Lazari com o logo do Bradesco, de forma institucional, precisa ser esclarecida pelo banco, pois estamos em um período de frequentes ataques do presidente da República contra a democracia e ao processo eleitoral e de insinuações golpistas em relação ao sistema eleitoral brasileiro.

    A redação da mídia diz que os bancos são uma concessão pública e é importante que as instituições financeiras, responsáveis por cuidar do dinheiro da população, sejam um instrumento para o desenvolvimento, com respeito ao Estado Democrático de Direito.

    Duvivier diz que “o vídeo, segundo o Bradesco, não tem nada a ver com o Bradesco – que nem sequer tinha conhecimento dele. Ainda assim o CEO cita o Bradesco, sua posição no Bradesco e parece ter gravado dentro do Bradesco. Talvez valha o Bradesco investir em câmeras de segurança”.

    Desaparecimento do colaborador do The Guardian e do indigenista brasileiro:

    Na contramão do soldado Lazari, o jornalista Dom Phillips e o indigenista Bruno de Araújo Pereira estavam sozinhos, na Amazônia, investigando o garimpo e a pesca ilegal – quando desapareceram. Até o presente momento, ainda não foram encontrados. Até o presente momento, o Exército ainda não mandou nenhum helicóptero pra fazer a busca”, escreve Gregório Duvivier.

    “Já que o soldado Lazari está de prontidão – e parece não ter muito o que fazer – poderia ir lá pessoalmente procurar os desaparecidos. Ou ao menos mandar algum dos seus helicópteros. Faz um exercício de imaginação, soldado. Imagina que fosse o seu filho, seu irmão ou, pior, seu general”, pontua o humorista.

    Assista ao vídeo a seguir:

    2 comentários em ““Dá pra ver nos seus olhos o cagaço” diz Duvivier sobre CEO do Bradesco defendendo o Exército (vídeo)”

    1. Eles além de serem subservientes ainda odeiam o povo, são uns TRAIDORES, mancharam nossa bandeira de sangue não só em 64 mas em todos os momentos em que tiveram chance. #ForaBozonazi #ForaFamilicia

    2. Fernando Mendes

      Que mediocridade e subserviência de um soldado raso. Coitado sofreu lavagem cerebral.

    Os comentários estão fechados.

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