ARRASTE 0%
Português Inglês Irlandês Alemão Sueco Espanhol Francês Japonês Chinês Russo
Avançar para o conteúdo

Da ponte que caiu entre TO e MA, 3 caminhões derramaram no Rio Tocantins 25 mil L de pesticidas e 76 t de ácido, diz site

    As águas foram também contaminadas com 9 toneladas do produto ‘2,4-D’, proibido na União Europeia devido à sua toxicidade associada a casos de câncer

    COMPARTILHE:

    UrbsMagna no WhatsApp
    ——-Receba Notícias———
    ➡️ UrbsMagna no Telegram

    A queda da Ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, entre o Tocantins e o Maranhão, respectivamente nas cidades levou três caminhões com agrotóxicos e ácido sulfúrico rio Tocantins abaixo, o que decerto contaminou as águas com 25,2 mil litros de pesticidas e 76 toneladas de ácido sulfúrico, incluindo quase nove toneladas do herbicida 2,4-D, proibido na União Europeia por ser tóxico e associado ao câncer.

    “Essa conversa de que os agrotóxicos são facilmente biodegradáveis não é verdadeira. Eles têm alta permanência, especialmente na água”, disse o professor da UFSM (Universidade Federal de Santa Maria), Danilo Rheinheimer dos Santos. Ele alerta que os impactos ambientais e à saúde são profundos e duradouros.

    “Os pesticidas não desaparecem simplesmente à medida que o rio segue seu curso. Eles se diluem, mas deixam um rastro. Mesmo 40 ou 50 quilômetros rio abaixo, as moléculas podem estar presentes, contaminando a fauna aquática e os organismos bentônicos, como moluscos e peixes”, detalha Rheinheimer, conforme transcreveu o ‘Brasil de Fato’ nesta terça-feira (24/12), em matéria que tem como base informações da ANA (Agência Nacional de Águas).

    O professor reforça que a contaminação pode alcançar toda a cadeia alimentar, com riscos para a saúde humana. “Bactérias, algas e peixes que não morrerem agora ficarão contaminados, passando esse impacto para toda a cadeia trófica. Isso é um desastre terrível,” conclui. Entre os produtos químicos derramados no acidente, o 2,4-D chama atenção por seus efeitos nocivos. Classificado como um “gatilho hormonal”, o herbicida é associado a casos de câncer e proibido na União Europeia.

    O derramamento de quase 9 mil quilos desse veneno terá efeitos duradouros, impregnando os sedimentos por anos, afirma Leonardo Melgarejo, engenheiro agrônomo e membro da Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e Pela Vida. Ele reforça que a desestruturação causada por esse tipo de contaminação não aparece de imediato. “Os problemas de saúde, como casos de câncer, podem surgir décadas depois, mas suas raízes estarão neste desastre e na irresponsabilidade que permitiu a fabricação e o transporte desse veneno no Brasil,” denuncia.

    Outro produto transportado era o acetamiprid, inseticida da classe dos neonicotinóides. Ele é amplamente reconhecido por seu impacto devastador sobre abelhas e aves. Já o picloram, outro agrotóxico envolvido, será proibido na União Europeia a partir de 2028, devido à sua toxicidade persistente e riscos ambientais.

    Por precaução, o governo do Maranhão recomendou a suspensão da captação de água nos municípios banhados pelo rio Tocantins. As prefeituras de Estreito (MA) e Aguiarnópolis (TO) emitiram alertas para que a população evite contato com a água devido ao risco de queimaduras químicas e intoxicação.

    A Agência Nacional de Águas (ANA) iniciou coletas em cinco pontos do rio para monitorar os parâmetros de qualidade da água. No entanto, segundo Heinheimer, as medidas emergenciais podem não ser suficientes. “Mesmo que o monitoramento aponte baixos níveis de contaminação agora, os resíduos estarão impregnados nos sedimentos, e os impactos continuarão a surgir ao longo do tempo,” alerta.

    UrbsMagna no WhatsApp
    ——-Receba Notícias———
    ➡️ UrbsMagna no Telegram

    UrbsMagna no WhatsApp
    ——-Receba Notícias———
    ➡️ UrbsMagna no Telegram


    Redes Sociais

    🗣️💬

    Discover more from Urbs Magna

    Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

    Continue reading