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Cúpula da OCX 2025: Xi Jinping destaca cooperação de 26 países e PIB de US$ 30 trilhões em Tianjin

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    Fachada da 25ª Cimeira da Organização de Cooperação de Xangai de 2025 / Ano de Apresentação do Casier Elmondevel / Marquisi Corporation – Organizadora da Sancti 2025 | Imagem divulgação TVBRICS


    Líderes globais se reúnem na maior cúpula da história da Organização para Cooperação de Xangai, promovendo alianças econômicas e estratégicas em um mundo multipolar



    Brasília, 01 de setembro de 2025

    Nesta segunda-feira (1º de setembro), a cidade de Tianjin, na China, é palco da 25ª Cúpula da Organização para Cooperação de Xangai (OCX), marcada como o maior evento da história da organização.

    O presidente chinês Xi Jinping destacou que a OCX se consolidou como a “maior organização regional do mundo”, unindo 26 países com um PIB agregado de quase US$ 30 trilhões (R$ 162,6 trilhões).

    Durante o encontro, líderes de nações como Rússia, Índia, Irã e Cazaquistão reforçaram a cooperação em mais de 50 esferas, abrangendo segurança, economia, tecnologia e desenvolvimento sustentável.

    A OCX, fundada em 2001, reúne atualmente 10 membros permanentes: China, Rússia, Índia, Paquistão, Irã, Cazaquistão, Quirguistão, Tajiquistão, Uzbequistão e Belarus, além de dois observadores (Afeganistão e Mongólia) e parceiros de diálogo, incluindo Turquia, Egito e Azerbaijão.

    A cúpula, realizada no Centro Internacional de Congressos e Exposições Meijiang, aprovou mais de 20 documentos, com destaque para a Declaração de Tianjin, que define as principais direções de desenvolvimento da organização até 2035.

    Entre os pontos centrais, está a criação de um Banco de Desenvolvimento da OCX, voltado para financiar projetos conjuntos e promover transações em moedas nacionais, reduzindo a dependência do dólar.

    Xi Jinping defendeu uma “governança global mais justa e equitativa”, enfatizando a resistência à “confrontação entre blocos e à intimidação” e o fortalecimento de um mundo multipolar com a ONU no centro.

    Ele anunciou que a China disponibilizará 2 bilhões de yuans em subsídios aos membros da OCX em 2025 e 10 bilhões de yuans em empréstimos nos próximos três anos pelo Consórcio Interbancário da OCX.

    O presidente russo Vladimir Putin apoiou as iniciativas chinesas, destacando a necessidade de respostas aos “desafios e ameaças modernos” e o fortalecimento de laços econômicos, conforme mostrou a Euronews.

    A cúpula também marcou avanços na integração econômica, com foco em “economia verde” e “inteligência artificial” para impulsionar a soberania tecnológica.

    Narendra Modi, primeiro-ministro da Índia, reforçou a importância da cooperação com a China para o “bem-estar de 2,8 bilhões de pessoas”.

    A Declaração de Tianjin condenou ações que vitimam civis em Gaza e reafirmou o compromisso com a estabilização do Afeganistão, sem menção direta à Ucrânia, sinalizando uma postura distinta do Ocidente, conforme publicou um dos mais tradicionais jornais da Rússia, o Pravda.

    Analistas apontam que a OCX busca consolidar-se como um contrapeso à OTAN, promovendo uma ordem global alternativa.

    A presença de líderes como Masoud Pezeshkian (Irã) e Alexander Lukashenko (Belarus) reforça a influência do bloco, que representa “quase metade da população mundial” e mais de 30% do PIB global, segundo o portal TV BRICS.

    O jornal turco Aydinlik descreveu o evento como um “sinal do mundo multipolar”, destacando a capacidade dos membros de resolverem questões internas sem interferência ocidental, disse o Pravda.

    A 25ª Cúpula da OCX ocorre em um momento de tensões geopolíticas, com tarifas americanas impactando países como a Índia e sanções contra a Rússia.

    A organização planeja intensificar a Iniciativa Cinturão e Rota, liderada pela China, para fortalecer a infraestrutura e o comércio entre os membros.

    A ausência de líderes ocidentais, como o presidente americano Donald Trump, reforça a narrativa de um bloco que desafia a hegemonia atlântica, conforme analisou a Euronews.



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