Cultos e missas em SP devem ser vetados por Gilmar, que levará divergência com Kassio ao plenário do STF

05/04/2021 0 Por Redação Urbs Magna

‘Kassio com K’, como tem sido chamado o ministro do STF indicado por Bolsonaro, liberou presença de público nas celebrações e colegas da Corte devem decidir regra para todo o país ainda nesta segunda (5)

Gilmar Mendes deve determinar ainda hoje, segunda (5), a proibição de público em cultos missas religiosas em São Paulo.

O PSD (Partido Social Democrático) contesta decreto do governador de São Paulo, João Doria (PSDB-SP), em que ele veta celebrações presenciais no estado, e a expectativa no tribunal é que Gilmar despache nesta ação, mandando o caso a plenário para discussão dos 11 ministros da Corte, que tomará uma decisão definitiva sobre o assunto, superando as divergências entre os dois magistrados. A decisão final será para todo o Brasil, diz Mônica Bergamo, na Folha.

Kassio ‘Com K’, como está sendo chamado o indicado de Bolsonaro, permitiu a abertura dos templos e igrejas, atendendo a uma associação que diz congregar juristas evangélicos, o que foi motivo de surpresa para colegas de STF. A tendência entre os ministros é vetar as celebrações presenciais. O presidente do STF, Luiz Fux, já sinalizou em várias manifestações que a situação do país é preocupante. O ministro Marco Aurélio Mello chegou a criticar abertamente o ministro Nunes Marques. “Aonde vamos parar? Tempos estranhos”, disse ele.

O prefeito de Belo Horozinte, Alexandre Kalil, chegou a dizer que as igrejas e templos seguiriam fechados na cidade. Notificado oficialmente da decisão de Nunes Marques, ele acabou recuando.Kalil entrou com recurso no STF e diz que aguarda manifestação do presidente da Corte, Luiz Fux.

A liberação dos cultos por Kassio Nunes foi seguida por imagens de templos lotados no domingo de Páscoa, com mais dos 25% de ocupação previstos nas regras em vigor. Por serem feitos em locais fechados e causarem aglomeração, com pessoas falando e cantando alto, os cultos são considerados no mundo todo locais de alto risco de transmissão do novo coronavírus.

O governador João Doria chegou a baixar um decreto afirmando que os cultos religiosos eram considerados atividades essenciais. Recuou com o agravamento da epidemia no estado. São Paulo tem registrado recordes de mortes, ultrapassando a marca de 1.200 vítimas da Covid-19 por dia. Os hospitais estão sem leitos e os cemitérios, lotados.

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