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Povo aclama Cristina Kirchner no balcão de sua prisão domiciliar, aos 100 dias de pena (vídeo)

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    Militantes, sindicalistas
    Militantes, sindicalistas da CGT, jovens da La Cámpora e apoiadores do Movimento Evita homenageiam CRISTINA KIRCHNER aos 100 dias de sua prisão domiciliar |20.9.2025| Imagens reprodução


    Neste sábado (20/set), líderes peronistas conectaram-se com apoiadores no coração da capital argentina, destacando o impacto de uma condenação judicial polêmica



    Brasília, 20 de setembro de 2025

    Em um momento carregado de simbolismo político, Cristina Fernández de Kirchner apareceu no balcão de San José 1111, a histórica sede da Casa Rosada argentina, no bairro Constitución, em Buenos Aires, para saudar uma vibrante militância reunida para homenageá-la.

    O ato ocorreu exatamente ao se completarem 100 dias de prisão da ex-presidenta, em referência à controversa condenação judicial que a mantém sob escrutínio e reacendeu o debate sobre a independência do Poder Judiciário no país.

    O balcão de San José 1111, icônico por discursos peronistas desde a era de Juan Domingo Perón e Eva Perón, transformou-se no epicentro de uma manifestação espontânea.

    Dezenas de apoiadores, muitos com bandeiras do Frente de Todos [extinta coalizão política de apoio ao ex-presidente argentino Alberto Fernández] e cartazes de apoio, reuniram-se em frente ao edifício, entoando gritos como “Cristina presidenta” e “Liberdade aos presos políticos”.

    Do balcão, Cristina Kirchner, visivelmente emocionada, ergueu o punho junto com Felipe Solá Taiana [ex-ministro das Relações Exteriores, Comércio Internacional e Culto durante a presidência e vice-presidência Fernández/Kirchner] em sinal de unidade.

    Taiana — conhecido por sua trajetória na diplomacia e lealdade ao kirchnerismo — pronunciou breves palavras de incentivo, destacando a resistência à perseguição.

    Esse episódio não é isolado na trajetória de Kirchner, que tem usado espaços públicos para manter viva a chama de seu movimento desde seu processo em casos como o dos cadernos de propinas e o atentado à AMIA [em Buenos Aires, ocorrido em 18 de julho de 1994, matando 85 pessoas e ferindo centenas, no atentado mais mortal na Argentina].

    Fontes próximas ao entorno da ex-presidenta indicam que a saudação foi improvisada, mas planejada como resposta à efeméride dos 100 dias desde a decisão judicial que impôs sua prisão domiciliar — embora, na prática, trate-se de uma medida cautelar que não implica reclusão efetiva, mas restrições de movimento.

    A militância, composta por sindicalistas da CGT [Confederação Geral do Trabalho], jovens da La Cámpora [organização política juvenil argentina que apoia os governos de Néstor Kirchner, Cristina Fernández de Kirchner e Alberto Fernández] e apoiadores do Movimento Evita [movimento social, piquetero e político da Argentina , que se define pela ideologia peronista, Nacional, popular e revolucionária], interpretou o gesto como um chamado à mobilização para as eleições legislativas de 2025.

    O evento gerou ampla repercussão na mídia argentina, destacando sua carga emocional e política.

    Segundo o Página/12, a saudação foi um ‘mensagem de força’ em meio à ‘guerra judicial contra o peronismo’, enfatizando como Kirchner segue sendo o eixo unificador da oposição.

    O El Destape classificou o ato como uma ‘rebeldia coletiva’, destacando a presença de Taiana como ponte entre o governo e a base militante, e citando depoimentos de participantes que descreveram a cena como ‘um retorno ao espírito de 24 de março’ — em alusão às marchas pelos direitos humanos.

    O Infobae, em uma cobertura mais neutra, detalhou os aspectos logísticos do ato, mencionando que a segurança foi reforçada pela Polícia Federal Argentina diante da possibilidade de contramanifestações, e lembrou que não é a primeira vez que Kirchner usa o balcão para se conectar com o povo, remontando aos seus mandatos entre 2007 e 2015.

    Por fim, o La Nación, em tom crítico, apresentou o evento como um ‘espetáculo político’, questionando se tais gestos fortalecem ou polarizam o debate democrático na Argentina, e relacionando-o às tensões entre o Poder Executivo e o Poder Judiciário.

    Esse evento da tarde deste sábado (20/set) reforça a narrativa de Cristina Kirchner como figura inquebrantável do peronismo, enquanto Taiana emerge como um aliado estratégico em um contexto de reconfiguração de alianças.

    Analistas consultados pela mídia concordam que eventos como esse sinalizam a força do movimento peronista frente aos desafios judiciais e políticos que marcarão o cenário argentino rumo às próximas eleições.



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