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“Eduardo Bolsonaro acabou”, diz dirigente do PL sobre 2026 após atuação no tarifaço: “Ninguém no partido o quer”

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    Eduardo Bolsonaro
    Eduardo Bolsonaro durante live |20.7.2025| Imagem reprodução/YouTube/Eduardo Bolsonaro

    Disputa interna no Partido Liberal, tarifas de Trump e ambições presidenciais do filho do tornozelado geram tensões e afastam apoio



    Brasília, 20 de julho de 2025

    O Partido Liberal (PL) enfrenta uma crise interna significativa envolvendo o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), apontado como um dos pivôs de tensões no partido devido à sua atuação na polêmica envolvendo as tarifas de 50% impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre produtos brasileiros.

    Um dirigente do PL, sob anonimato, afirmou que “Eduardo Bolsonaro acabou” e que “ninguém no partido o quer” como candidato à Presidência em 2026, conforme publicação de Lauro Jardim, em O Globo.

    A declaração reflete o isolamento político crescente de Eduardo, que tem agido de forma independente e descoordenada, mesmo em relação ao ex-presidente Jair Bolsonaro, seu pai, segundo aliados do partido.

    A controvérsia teve início com a imposição de tarifas de 50% por Trump sobre exportações brasileiras, anunciada como retaliação a processos judiciais contra Jair Bolsonaro no Brasil.

    Eduardo, que está licenciado da Câmara dos Deputados e atua nos Estados Unidos, defendeu publicamente as tarifas e pressionou por uma anistia ampla para os acusados pelos atos de 8 de janeiro, exigindo que qualquer negociação com os EUA passasse por essa condição.

    Ele chegou a sugerir que Trump poderia “jogar uma bomba nuclear” no Brasil, uma metáfora para novas sanções econômicas, caso o Supremo Tribunal Federal (STF) e o governo brasileiro não cedessem.

    Essa postura gerou um racha no bolsonarismo, especialmente com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que se posicionou como negociador para mitigar os impactos do tarifaço.

    Tarcísio, visto como um nome competitivo para 2026, buscou diálogo com a embaixada americana, o que foi criticado por Eduardo como “falta de inteligência e respeito”.

    A tensão entre os dois escancara uma disputa pela liderança da direita nas próximas eleições, com Eduardo buscando protagonismo internacional enquanto Tarcísio mantém uma abordagem conciliatória.

    Isolamento Político e Rejeição no PL

    A atuação de Eduardo, descrita por aliados como “fora de controle” e movida por uma “obsessão” com a candidatura presidencial, tem gerado constrangimento até dentro da família Bolsonaro.

    O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), por exemplo, adota uma postura mais pragmática, enquanto Eduardo ignora conselhos políticos e age de forma unilateral.

    Dirigentes do PL avaliam que suas ações, como o boicote a negociações com os EUA, prejudicam a base bolsonarista e afastam setores moderados do eleitorado, essenciais para 2026.

    Além disso, a pesquisa Genial/Quaest de julho mostrou que Eduardo, embora tenha crescido entre bolsonaristas (de 10% para 22% de preferência como substituto de Jair Bolsonaro), ainda tem apenas 8% de intenção de voto no eleitorado geral, empatando com nomes como Ratinho Jr. e Pablo Marçal.

    Enquanto isso, Tarcísio de Freitas e Michelle Bolsonaro lideram como alternativas mais viáveis à inelegibilidade de Jair Bolsonaro, com 15% e 13%, respectivamente.

    O diretor da Quaest, Felipe Nunes, destacou que o tarifaço de Trump impactou negativamente as campanhas de Tarcísio e Jair Bolsonaro, mas não foi suficiente para converter o protagonismo de Eduardo em votos.

    Outro fator que agrava a situação de Eduardo é o risco de cassação de seu mandato. Licenciado desde março, ele pode perder o cargo por faltas se não retornar ao Brasil até o fim de seu período de licença, que termina neste domingo (20/jul).

    Sua permanência nos EUA, onde articula sanções contra o STF, também é vista como uma tentativa de manter relevância junto à base bolsonarista, mas especialistas alertam que isso pode custar sua viabilidade eleitoral.

    Em entrevista à CNN Brasil, Eduardo afirmou que “não está preocupado com a eleição” e que o pleito de 2026 pode nem ocorrer se a “crise institucional” não for resolvida, uma declaração que gerou críticas por sugerir instabilidade democrática.

    Eduardo tem comemorado as tarifas de Trump como uma vitória de sua articulação nos EUA, mas aliados do PL temem que sua postura radical fortaleça adversários internos, como Tarcísio, e enfraqueça a unidade da direita.

    Impactos na Direita e o Futuro de 2026

    A rejeição a Eduardo no PL e o racha com Tarcísio evidenciam a fragmentação da direita para 2026. Enquanto Jair Bolsonaro segue inelegível até 2030, conforme decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a escolha de um candidato competitivo torna-se crucial.

    A denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Jair por tentativa de golpe de Estado consolida sua exclusão da disputa, o que abre espaço para nomes como Tarcísio e Michelle, mas dificulta a ascensão de Eduardo, que enfrenta resistência por sua postura confrontacional.

    A atuação de Eduardo nos EUA também foi criticada por adversários, como o PT, que classificou suas ações como “terrorismo” por tentar envolver os Estados Unidos na política interna brasileira.

    A possibilidade de sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, defendida por Eduardo, é vista como uma estratégia arriscada que pode isolar ainda mais o bolsonarismo.

    O PL enfrenta um momento delicado, com Eduardo Bolsonaro perdendo apoio interno devido à sua atuação no tarifaço de Trump e à sua ambição presidencial para 2026.

    A disputa com Tarcísio de Freitas, aliada ao risco de cassação e à rejeição de setores moderados, enfraquece sua posição, enquanto nomes como Tarcísio e Michelle Bolsonaro ganham força.

    A crise reflete não apenas uma briga por poder, mas também os desafios da direita em se reorganizar diante da inelegibilidade de Jair Bolsonaro e das pressões internacionais.



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    2 comentários em ““Eduardo Bolsonaro acabou”, diz dirigente do PL sobre 2026 após atuação no tarifaço: “Ninguém no partido o quer””

    1. LILIANE GORETE OLIVEIRA DOS SANTOS

      O Brasil tá sendo muito compreensivo com esse Ordinário ele é espião que pega as noticias daqui e leva pra lá de forma errada ,pra atiça a maldade do louco presidente Donald

    Os comentários estão fechados.

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