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Lula exige firmeza de ministros nas negociações do Brasil com os EUA sobre a ‘tarifa/Bolsonaro’

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    O Presidente
    O Presidente Lula em 2023 / Foto de Ricardo Stuckert | Donald Trump e Jair Bolsonaro durante encontro em 2019 / Foto de Shealah Craighead/White House


    A reação do governo à medida econômica punitiva de Trump e o cenário geopolítico em jogo



    Brasília, 14 de julho de 2025

    A relação entre Brasil e Estados Unidos enfrenta um momento de tensão após o ex-presidente americano Donald Trump anunciar a imposição de uma tarifa de 50% sobre todas as exportações brasileiras aos EUA, com vigência a partir de 1º de agosto de 2025.

    Em resposta a essa medida, que Trump justificou em parte por críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao tratamento dado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) convocou ministros e pediu “firmeza e seriedade” nas negociações, segundo informações do g1.

    O governo brasileiro estuda como reagir, considerando uma resposta baseada na lei de reciprocidade econômica e diplomacia.

    A medida anunciada por Donald Trump, que pode ser interpretada como uma “chantagem” e um uso da tarifa como “arma para impor condições“, foi comunicada em uma carta a diversos líderes, incluindo Lula.

    A particularidade da carta destinada ao Brasil foi a citação do julgamento de Bolsonaro, classificando o tratamento como uma “desgraça internacional“.

    Trump também alegou que a tarifa de 50% seria insuficiente para “nivelar o campo de jogo”, sugerindo a possibilidade de empresas brasileiras escaparem da taxa caso passem a produzir diretamente em solo norte-americano.

    A diplomacia brasileira reagiu classificando a carta como ofensiva e determinou sua devolução, além de convocar o encarregado de negócios da embaixada americana para expressar a inaceitável intromissão nos assuntos internos do Brasil.

    O presidente Lula utilizou suas redes sociais para afirmar que o Brasil responderá à taxação de Trump com base na lei de reciprocidade econômica, destacando que as estatísticas de comércio de bens e serviços comprovam um superávit dos EUA com o Brasil.

    Setores como a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) manifestaram preocupação e surpresa, pedindo cautela e diplomacia firme.

    Entre as opções em análise pelo governo Lula para enfrentar o “tarifaço” estão a adoção de uma abordagem diplomática e a criação de um grupo de estudos para discutir o tema.

    Uma das possibilidades é a retaliação cruzada, incluindo serviços e questões de propriedade intelectual, tática já utilizada em disputas anteriores entre os dois países.



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