Pessoas em uma estação de metrô, em São Paulo (SP) | Imagem reprodução / Crédito: TV Folha
“Em 2022, a taxa de crescimento anual foi reduzida para menos da metade do que era em 2010 (1,17%)“, disse o coordenador técnico do censo, Luciano Duarte, em comunicado
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SÃO PAULO, 28 Jun – O crescimento populacional anual do Brasil desacelerou na última década para o nível mais baixo desde que os registros começaram há 150 anos, disse a agência de estatísticas do governo nesta quarta-feira, já que as pessoas em um dos países mais populosos do mundo têm menos filhos.
O maior país da América Latina tinha 203.062.512 habitantes em agosto de 2022, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IGBE), 6,5% a mais que o último censo de 2010, mas abaixo dos 213,3 milhões projetados para 2021.
O Fundo de População das Nações Unidas estimou que o Brasil era o sétimo país mais populoso do mundo em meados de 2023.
O crescimento populacional anual entre 2010 e 2022 atingiu 0,52%, disse o IGBE, o menor desde a série iniciada em 1872. O crescimento populacional do Brasil vem desacelerando desde a década de 1960, o que a agência disse refletir taxas de natalidade mais baixas.

“Em 2022, a taxa de crescimento anual foi reduzida para menos da metade do que era em 2010 (1,17%)”, disse o coordenador técnico do censo, Luciano Duarte, em comunicado.
O sudeste do Brasil continua sendo a região mais populosa, abrigando cerca de 41,8% de toda a população ou 84,8 milhões de pessoas. É lá que estão localizadas as maiores cidades brasileiras, São Paulo e Rio de Janeiro.
A região menos populosa é o Centro-Oeste do país, conhecido pela grande produção agrícola, com 16,3 milhões de habitantes, acrescentou o IBGE.
O Brasil tradicionalmente divulga um novo censo a cada dez anos, mas o previsto para 2020 foi adiado para 2022 por causa da pandemia do COVID-19 e da falta de financiamento do governo.
Reportagem de Gabriel Araujo; Edição por Steven Grattan e Emma Rumney
