Cresce o ‘Fora Bolsonaro’ em todo o país e o presidente já fala fino, mas não é medo de impeachment

23/04/2020 2 Por Dino Barsa

Et Urbs Magna – O presidente Jair Bolsonaro, após atacar a democracia durante corpo a corpo com seus apoiadores nas manifestações de domingo (19), o que provocou a maior onda do #ForaBolsonaro de todos os tempos, já está falando fino. Mas não é medo de impeachment, apesar de o movimento tomar um volume grandioso em todo o país.

Jair Bolsonaro, presidente do Brasil

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Nos atos do fim de semana, os simpatizantes do presidente tiveram a demonstração de seu apoio em pedidos como o AI-5, o fechamento do Congresso e do Supremo, além de outras bandeiras. Repercutiu mal. Muito mal. E além das tags contra Bolsonaro que ascenderam nas redes sociais, os outros Dois Poderes também se revoltaram com o chefe do Executivo, bem como quase toda a classe politica brasileira, com excessão dos puxa-sacos de sempre.

Robots do ‘mito’ entraram em ação para promover o #FechadoComBolsonaro, superando o #ForaBolsonaro. Mas isso não quer dizer nada. Eram exércitos de robots, mas eram só robots. A indignação ficou evidenciada na mídia, nas redes, e até agora o movimento só cresce.

Bolsonaro perde terreno, cada vez mais. Nem apareceu na coletiva do Governo na tarde desta quarta-feira (22). Sua ausência foi notada. Generais comandaram a entrevista que foi rápida, mas o suficiente para que todos entendessem que mesmo sem a presença física de um presidente o país seguirá um outro curso, um outro ritmo, que ninguém sabe. E isso não quer dizer que Bolsonaro será destituido do cargo, apesar de Rodrigo Maia já ter 24 pedidos na Câmara.

A nação bolsonarista é forte. Não qualitativa, mas quantitativamente. A nação progressista, ou agora a antibolsonarista que se avoluma em meio à crise do coronavírus, pode ter seu potencial ideológico, mas não consegue sequer encostar nesta espécie de escudo que o governo criou para se isolar e que vem se transformando numa nova cúpula do Brasil. O Exército deu hoje o tom breve e grosso de como será daqui pra frente. Mesmo tendo Bolsonaro como um presidente entre aspas.

Jair Bolsonaro agora tenta reconstruir a relação com o presidente da Corte, Dias Toffoli, após os absurdos de domingo. Ele encaminhou ao ministro Dias Toffoli uma mensagem contra a intervenção militar e os ataques à instituição. A informação foi noticiada pelo jornal “O Estado de S. Paulo” nesta quarta-feira e confirmada pelo GLOBO.

Aqueles que pedem intervenção militar (art. 142) ANTES devem decidir qual general ocupará a cadeira do Capitão Jair Bolsonaro”, diz o texto enviado pelo presidente ao ministro. “Aqueles que pedem AI-5 ANTES devem mostrar onde está na Constituição tal dispositivo”, continuou em mensagem o presidente da República.

Falou fino. Mas não com receio. Possivelmente orientado pelos presidentes de fato. E uma vez que esteve ausente na coletiva de imprensa, confirma-se que ele se transformou em um rei sem realeza que não governa mais o Brasil, mas tão somente seu gado.

Bolsonaro está nas mãos dos generais, que tem os fatores complicantes do clã nas mãos, como a CPMI das Fake News envolvendo Eduardo e Carlos e o processo das rachadinhas na Alerj, que envolve Flávio. Ou Bolsonaro acerta o passo, ou tudo vem à tona, o que mesmo assim não compromete seu cargo de presidente, o qual seria mantido por seu populismo mirando 2022 para manter estes mesmos que o controlam agora.

Por isso, Bolsonaro agora está miando. Em conversa com apoiadores, calou um que iniciou comentário sobre fechar o Supremo. O chefe do Executivo foi rápido no desaconselhamento sobre a intenção do ‘fiel’ de sua seita de horror.

Seu texto a Toffoli estimula que as pessoas vão às ruas, mas sem atacar instituições e pedindo mudanças. “Toda manifestação é justa e garantida em nossa CF [Constituição Federal], portanto vão para as ruas, mas tenham uma pauta real, objetiva, com foco na missão. Não ataquem Presidência, Supremo ou Congresso, mas aquilo que você julga que deve ser mudado. Exijam ações, cobrem votações, critiquem sentenças, vocês atingirão seus objetivos”, escreveu Bolsonaro.

Na mensagem, o presidente também pede a união de esforços, porque “o povo quer um Brasil diferente do que temos ainda”. E recomenda o uso de “armas democráticas”. E concluiu dizendo que todos podem contar com ele para “fazer tudo aquilo que for necessário para que nós possamos manter a nossa democracia e garantir aquilo que há de mais sagrado para nós, que é a nossa liberdade”.

Bolsonaro fica. Não como antes, mas com uma fala diferente da que se conhecia até então. Hoje, a prova de que os militares tomaram o poder ficou clara. A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu que o STF abrisse inquérito para apurar a organização dos atos de domingo, o que melindrou ainda mais a relação do tribunal com o presidente, mas não com Palácio do Planalto.

Outra: o centro está fazendo aliança com aliados de Bolsonaro dizendo que continuarão com o apoio em troca de cargos estratégicos. Isso favorece Bolsonaro nas votações dos projetos a serem aprovados na Câmara.

O rei reina mas não governa. Sem impeachment.

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