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CPMI do INSS: relatório paralelo pede indiciamento de Bolsonaro, Flávio e mais de 170 por omissões que permitiram fraudes

Flávio, Jair Bolsonaro e a CPMI do INSS
Flávio, Jair Bolsonaro e a CPMI do INSS

Ex-presidente é acusado em documento governista de chefiar esquema criminoso contra aposentados

Brasília (DF) · 27 de março de 2026

A CPMI do INSS viveu nesta sexta-feira (27/mar) um dos capítulos mais explosivos de seus sete meses de trabalho.

Enquanto o relator Alfredo Gaspar (PL-AL) lia seu parecer final pedindo o indiciamento de 216 pessoas — entre elas Fábio Luís Lula da Silva (o Lulinha), o banqueiro Daniel Vorcaro e ex-ministros de gestões passadas e atuais —, a base governista apresentou o relatório paralelo que o tema anuncia.

O documento alternativo, com cerca de 170 indiciados, concentra fogo na gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Deputados como Paulo Pimenta (PT-RS) e Rogério Correia (PT-MG) sustentam que o esquema de descontos associativos fraudulentos se estruturou como “organização criminosa” com comando centralizado.

“Não temos dúvida que essa organização criminosa tinha um comando centralizado. Jair Messias Bolsonaro é o chefe do esquema criminoso que roubou bilhões de reais dos aposentados”, afirmou Paulo Pimenta, segundo a Folha de S.Paulo.

O texto paralelo detalha como atos normativos editados entre 2019 e 2022 removeram barreiras de controle no Instituto Nacional do Seguro Social, permitiram a celebração irregular de acordos de cooperação técnica e abriram caminho para a explosão de entidades de fachada.

O aumento da arrecadação dessas associações em 2023 e 2024, segundo o documento, decorre diretamente dos convênios firmados ainda na era anterior.

O relatório separa o grupo em oito núcleos operacionais sob liderança de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.

Flávio Bolsonaro (PL-RJ) também entra na mira por vínculo indireto: sua sócia no escritório de advocacia em Brasília é irmã de contador ligado ao Careca.

“A sócia de Flávio é irmã do contador do Careca […] Por intermédio deste escritório […] é que tem um indício forte”, explicou Rogério Correia.

A CPMI do INSS foi instalada em agosto de 2025 para apurar fraudes que, segundo estimativas, desviaram bilhões de benefícios de aposentados e pensionistas por meio de autorizações falsificadas e descontos indevidos na folha de pagamento.

O que começou como investigação técnica transformou-se em embate político direto entre os relatórios concorrentes.

O parecer do relator Alfredo Gaspar — lido nesta sexta-feira (27/mar) — foca em indícios contra nomes da atual administração e do entorno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto o relatório paralelo reforça a tese de que o ambiente propício à corrupção foi criado por omissões deliberadas da gestão anterior.

A votação dos relatórios está prevista para ocorrer até sábado (28/mar), último dia regimental da comissão.

Fontes da base governista confirmam que o relatório paralelo será apresentado em coletiva ainda nesta sexta-feira (27/mar).

Detalhes adicionais sobre o indiciamento de Jair Bolsonaro e Flávio Bolsonaro devem ser divulgados nas próximas horas.




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1 comentário em “CPMI do INSS: relatório paralelo pede indiciamento de Bolsonaro, Flávio e mais de 170 por omissões que permitiram fraudes”

  1. LILIANE GORETE OLIVEIRA DOS SANTOS

    A familia Bolsonaro é bandido corrupta fizeram toda roubalheira e ainda querem se sair de bonzinhos.Sao cara de pau.mas vao cair em.nome de Jesus

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