Relator aponta indícios de ligação financeira com o núcleo político do esquema de fraudes previdenciárias, enquanto comissão ouve testemunhas centrais e analisa dezenas de requerimentos
Brasília (DF) · 26 de fevereiro de 2026
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS inicia, nesta quinta-feira (26/fev), às 9h, no Senado Federal, sua 32ª reunião, marcada por uma deliberação que promete intensificar o escrutínio sobre supostas irregularidades em benefícios previdenciários.
Em pauta, a votação de 87 requerimentos, entre os quais se destaca o pedido de quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O requerimento REQ 2.939/2026 – CPMI, de autoria do relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), fundamenta-se em mensagens interceptadas pela Polícia Federal.
Nelas, Antônio Camilo — conhecido como “Careca do INSS” e apontado como líder de um núcleo de fraudes —, ao ser questionado sobre repasse de R$ 300 mil à empresa de Roberta Luchsinger, teria respondido tratar-se de “o filho do rapaz”.
Roberta Luchsinger é descrita como peça central no núcleo político da organização.
O relator ainda cita transferências de R$ 1,5 milhão da Brasília Consultoria para a RL Consultoria, de Luchsinger, sem lastro econômico aparente, configurando, segundo ele, operações suspeitas.
Conforme reportagem do Senado Notícias, o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), pautou a análise em bloco dos requerimentos, garantindo que “todos os nomes sugeridos pelo relator ou pelos líderes partidários serão incluídos”, em sinal de imparcialidade.
O cerco se fecha também sobre ex-sócio de Daniel Vorcaro, do Banco Master, e representantes de instituições financeiras envolvidas em consignados irregulares.
Após a fase deliberativa, a comissão ouvirá três depoentes: o empresário Paulo Camisotti — filho e sócio de Maurício Camisotti, preso por suposta participação no esquema de descontos indevidos —, o deputado estadual Edson Cunha de Araújo (MA), citado em inquéritos da Polícia Federal por movimentações financeiras atípicas em entidade de pescadores, e o advogado Cecílio Galvão, que recebeu cerca de R$ 4 milhões de entidades investigadas.
A convocação de Cecílio Galvão foi proposta pelo próprio relator Alfredo Gaspar. Parlamentares planejam recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para prorrogar os trabalhos da CPMI, cujo prazo formal encerra em final de março, diante do silêncio do presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União-AP).
A sessão será transmitida às 9h ao vivo pelos canais oficiais do Senado e permite participação cidadã via portal e-Cidadania ou telefone 0800 061 2211.
Até o fechamento desta matéria, a votação dos requerimentos, incluindo o de quebra de sigilo de Lulinha, seguia em andamento. Detalhes do resultado e eventuais desdobramentos serão publicados em breve.

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Ninguém está acima da lei, eu sou esquerdista e concordo com a quebra de sigilo e uma investigação “à pente fino” a quem quer que seja.