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Onix Lorenzoni, ex-ministro da Previdência sob Bolsonaro, será chamado à CPMI do INSS, diz Randolfe Rodrigues

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    Jair Bolsonaro
    Jair Bolsonaro e Onyx Lorenzoni Foto: SERGIO LIMA / AFP | Randolfe Rocrigues durante coletiva a jornalistas / Imagem reprodução X


    O líder do PT no Congresso disse a jornalistas que a investigação sobre fraudes bilionárias em descontos irregulares de benefícios previdenciários só ocorreu porque o governo Lula e a Polícia Federal conduziu as investigações e desbaratou o esquema – ASSISTA E SAIBA MAIS



    Brasília, 17 de outubro de 2025

    O senador Randolfe Rodrigues (PTAP) afirmou a jornalistas que a investigação sobre fraudes bilionárias em descontos irregulares de benefícios previdenciários do INSSsó ocorreu porque o governo e a Polícia Federal desse governo conduziu as investigações, desbaratou o esquema e está continuando com essas investigações”,

    Perguntado sobre uma jornalista da Jovem Pan se algum “ministro de Bolsonaro, por exemplo, tem a possibilidade” de ser convocado para depoimentos, Randolfe afirmou que “tem” e que “já está na pauta – convocado – o ex-ministro da Previdência, o senhor Onix”.

    O petista se referiu a Onyx Lorenzoni (PP), que passou 20 anos como deputado federal pelo Rio Grande do Sul até sua saída do governo Bolsonaro, onde foi ministro-chefe da Casa Civil, ministro da Cidadania, ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência e ministro do Trabalho e Previdência.

    Segundo o líder do PT no Congresso Nacional, “vamos ver, a partir daí, quais os outros desdobramentos” e que “estamos, nesse momento, na metade da CPI, então temos tempo ainda para isso”.

    A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS foi instalada em agosto. No dia 25 daquele mês, o colegiado votou a oitiva de dez ex-presidentes do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e transformou convocações de ex-ministros em convites, como os de Eduardo Gabas (governo Dilma), José Carlos Oliveira (Bolsonaro) e Carlos Lupi (Lula), em acordo entre base e oposição.

    O plano de trabalho, aprovado dias depois, prevê a conclusão do relatório em março de 2026, sob relatoria do deputado Alfredo Gaspar (União-AL), focando em associações como o Sindnapi-FS e entidades ligadas a desvios estimados em R$ 6 bilhões.

    Em setembro, a investigação escalou com revelações impactantes. Randolfe expôs em depoimento como o governo Bolsonaro estruturou mecanismos que facilitaram as fraudes, incluindo convites a ex-secretários e ministros de Lula. A CPMI aprovou convites para figuras-chave.

    O presidente da Confederação Nacional de Agricultores Familiares (Conafer), Carlos Roberto Ferreira Lopes, foi preso por falso testemunho após uma sessão de nove horas, acusado de articular desvios que capturaram R$ 376,5 milhões do INSS entre 2019 e 2023, dos quais R$ 284,5 milhões foram redirecionados a empresas ligadas a assessores.

    A tensão atingiu o ápice na quarta-feira (15/out), quando os líderes do PL e PT, Sóstenes Cavalcante e Randolfe Rodrigues, protagonizaram um acalorado bate-boca durante votação de requerimentos na sessão da CPMI, centrada na não convocação de Frei Chico, irmão do presidente Lula.

    Rejeitada a convocação de Frei Chico e mantido sigilo sobre o ex-ministro Lupi, a comissão ouviu o assessor Cícero Marcelino de Souza Santos, ligado a repasses milionários da Conafer, sinalizando que a investigação prossegue implacável.

    Com prazos até novembro para ressarcimentos via app Meu INSS, aposentados afetados clamam por justiça.



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