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CPMI do INSS rejeita parecer que pedia indiciamento de Lulinha e “Relatório da Maioria” contra Bolsonaros ganha força

Lulinha, Jair Bolsonaro e Flávio Bolsonaro
Lulinha sorrindo / Imagem reprodução / Redes Sociais | Jair Bolsonaro e Flávio Bolsonaro / Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Relatório de 4 mil páginas com parecer de Alfredo Gaspar foi derrubado no início da madrugada deste sábado (28/mar)

Brasília (DF) · 28 de março de 2026

O documento, com 4.340 páginas, propunha o indiciamento de mais de 200 pessoas no âmbito das fraudes em descontos irregulares de benefícios do INSS.

A votação ocorreu após longa leitura iniciada na sexta-feira (27/mar) e marcou o fim dos trabalhos da comissão, instalada em 20 de agosto de 2025.

O Supremo Tribunal Federal havia negado, por 8 a 2, na quinta-feira (26/mar), o pedido de prorrogação, conforme decisão oficial do plenário da Corte.

O parecer de Alfredo Gaspar dividia as investigações em nove núcleos e mirava empresários, intermediários, servidores e políticos.

Entre as recomendações estava o indiciamento de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, por tráfico de influência, lavagem de dinheiro, organização criminosa e corrupção passiva.

O relator também criticou o que chamou de “esvaziamento dos poderes investigatórios da CPMI” e questionou a “concessão indiscriminada” de habeas corpus pelo STF.

Parlamentares da base governista articularam a rejeição e apresentaram relatório paralelo, apelidado de “Relatório da Maioria”.

Elaborado pelo deputado Paulo Pimenta (PT-RS), o texto pede o indiciamento de 131 pessoas, entre elas o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pelos crimes de furto qualificado contra idoso, organização criminosa e improbidade administrativa, e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), por organização criminosa.

O documento ainda encaminha 71 nomes para aprofundamento de investigações pela Polícia Federal.

Em coletiva, Paulo Pimenta afirmou que Jair Bolsonaro seria “o chefe do esquema criminoso que roubou bilhões de reais dos aposentados”. A CPMI do INSS investigava descontos indevidos em aposentadorias e pensões, garantindo que as apurações respeitassem o devido processo legal e o fortalecimento das instituições democráticas.

O presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), recebeu pressão para nomear novo relator e colocar em votação o relatório alternativo.

Fontes indicam, porém, que Carlos Viana não deve incluir o texto paralelo na pauta, o que pode levar a comissão a encerrar sem parecer aprovado.

A decisão do STF reforçou que a prorrogação de comissões parlamentares cabe ao Congresso Nacional, preservando o equilíbrio entre os Poderes.

A rejeição do parecer de Alfredo Gaspar e o debate sobre o relatório paralelo destacam a importância de investigações transparentes que protejam os direitos dos aposentados do INSS e combatam qualquer forma de fraude, independentemente de origem política.




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