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CPI: Marques barra quebra de sigilos de empresa que poderia mostrar se governo financiou fake news sobre a pandemia

    A Calia Comunicação, que atende a Secom, teve a quebra de seus sigilos telefônico, telemático, bancário e fiscal aprovados pela CPI da Covid, que tenta apurar se a gestão federal financiou a disseminação de notícias falsas na internet sobre vacinas e “tratamento precoce”

    O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Nunes Marques suspendeu nesta segunda-feira (28) a decisão da CPI da Pandemia de quebrar os sigilos bancário, fiscal e telemático da Calia Y2 Propaganda e Marketing – agência que tem contratos de publicidade com a Secom (Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República). A decisão do ministro é liminar.

    Com a quebra dos sigilos, a CPI planejava avançar nas investigações sobre o financiamento de disseminação de notícias falsas sobre o chamado “tratamento precoce” contra a Covid-19 e contra as vacinas, por meio de disparos de conteúdo em massa e a contratação de influenciadores que disseminaram teses falsas sobre a pandemia e o coronavírus. Além da Calia Y2, tiveram os sigilos quebrados na CPI as agências PPR e Artplan, também contratadas pela Secom. As informações são de João Pedroso de Campos, na Coluna Maquiavel, da Veja.

    No mandado de segurança ao STF, em que o ministro tomou a decisão nesta segunda, a Calia argumentou que a quebra dos sigilos extrapolou o âmbito dos contratos da empresa junto ao governo e poderia afetar contratos privados.

    Em documento enviado à comissão de inquérito no início da semana passada, a agência anexou planilhas referentes aos pagamentos recebidos da gestão federal, que somam 206,4 milhões de reais líquidos entre janeiro de 2019 a maio de 2021, e afirmou que seus negócios privados “não estão inseridos na finalidade da CPI, tendo os contratantes o direito constitucional à intimidade, que estaria em risco com a exposição que adviria dentro da CPI”.


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