
Parlamentares da oposição ao governo Lula protocolam CPI do INSS na Câmara – Imagem reprodução
O presidente da casa legislativa da câmara baixa, Hugo Motta, decidirá sobre a instalação do colegiado para apurar os descontos indevidos em benefícios previdenciários de aposentados – SAIBA MAIS
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Brasília, 30 de abril de 2025
A oposição na Câmara dos Deputados protocolou, nesta quarta-feira (30/abr), o pedido de instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do INSS, com 185 assinaturas, superando o mínimo de 171 exigido.
Liderada pelo deputado Coronel Chrisóstomo (PL-RO), a iniciativa visa investigar um esquema de descontos ilegais em aposentadorias e pensões, que, segundo a operação “Sem Desconto” da Polícia Federal e CGU, movimentou R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024.
A ausência de assinaturas de parlamentares de esquerda, conforme destacado, reflete a polarização política, com o PL acusando sindicatos ligados ao governo Lula, como o Sindnapi, onde atua José Ferreira da Silva, irmão do presidente, de envolvimento nas fraudes.
A decisão de instalar a CPI agora depende do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). O pedido de CPI, que já enfrenta resistência nos bastidores, pode impactar a agenda política do governo, travando pautas de interesse do Planalto.
A oposição, incluindo partidos como União Brasil, Republicanos e MDB, expressa indignação com o “roubo bilionário” contra idosos e pessoas vulneráveis, como destacou Chrisóstomo.
Contudo, o líder do PT, Lindbergh Farias, minimizou a CPI, classificando-a como “fogo de palha” e apontando que as fraudes iniciaram em 2019, durante o governo Bolsonaro.
Há também articulação para uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), com 20 senadores e 86 deputados já signatários, sugerindo maior celeridade via Senado, conforme o líder do PL, Sóstenes Cavalcante.
Apesar das 185 assinaturas, a instalação da CPI não é garantida, pois Motta enfrenta uma fila de 11 pedidos de comissões pendentes, alguns desde 2023, e o regimento da Câmara não define critérios claros para priorização.
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A pressão da oposição testa a fidelidade de Motta ao governo Lula, especialmente após ele costurar acordos com partidos de centro e esquerda para barrar outras pautas, como a anistia do 8 de janeiro.
O desfecho da CPI do INSS, que promete “passar o INSS a limpo” nas palavras de Cavalcante, pode redefinir o equilíbrio de forças no Congresso em um ano pré-eleitoral.












