Coronel Macgregor diz que Trump precisa “obliterar” o Irã ou ser humilhado no teste de resistência econômica, com mísseis iranianos superando defesas, forças americanas exaustas e o Estreito de Ormuz desafiador
Uttar Pradesh (IN) · 28 de março de 2026
Em entrevista ao jornalista Rajdeep Sardesai, do India Today, o coronel aposentado do Exército dos Estados Unidos, Douglas Macgregor, avaliou o conflito em curso entre Washington e Teerã como uma forma de guerra econômica típica do século 21.
Drones e mísseis iranianos, segundo ele, causam danos maiores que os sofisticados sistemas de defesa americanos.
Macgregor destacou a escassez crítica de mísseis interceptores. Oito em cada dez mísseis lançados contra Israel estariam conseguindo atingir o alvo, pois os defensores não dispõem de estoque suficiente para responder a todos os projéteis.
Situação semelhante afetaria a frota naval americana, com milhares de marinheiros em serviço prolongado a bordo de navios e pilotos exaustos após sucessivas missões.
O oficial reformado descreveu o Irã como uma grande potência continental, capaz de absorver ataques significativos e ainda revidar.
Para ele, o momento atual representa o último suspiro para o presidente Donald Trump.
Ele precisa ir lá e efetivamente obliterar o máximo possível do Irã e esperar que isso os obrigue a se render, afirmou Macgregor.
India Today/YouTube 28.3.2026
Fontes americanas confirmam a pressão sobre estoques de mísseis interceptores.
Relatos indicam que o uso intensivo de sistemas de defesa como o THAAD (Terminal High Altitude Area Defense) e o Patriot (Phased Array Tracking Radar for Intercept on Target) em confrontos contra o Irã gera uma perigosa dinâmica de atrito devido à enorme assimetria de custos e capacidade produtiva.
Enquanto drones iranianos, como o Shahed-136, custam cerca de US$ 4 mil, um míssil do sistema THAAD ultrapassa os US$ 12 milhões. Essa disparidade financeira torna a defesa insustentável a longo prazo, já que o defensor gasta milhões para abater alvos de baixo valor.
Além do fator econômico, há o gargalo industrial: a fabricação desses mísseis complexos é lenta, com uma produção que historicamente não passava de 96 unidades de THAAD por ano.
Em combates intensos, o consumo de munição é tão acelerado que o estoque de meses pode ser esgotado em poucos dias, levando anos para ser reposto.
Estrategicamente, o Irã explora essa fraqueza usando táticas de saturação, lançando ondas massivas de ataques para forçar o esgotamento físico dos arsenais e vencer o conflito pela exaustão logística do adversário.
Analistas citados por veículos dos Estados Unidos alertam que a reposição pode levar anos, enquanto o Irã mantém capacidade de produção de mísseis mais baratos.
Macgregor questionou ainda a viabilidade de operações para tomar a Ilha Kharg ou controlar o Estreito de Ormuz.
O militar comparou a ideia a tentativas históricas fracassadas, como a ofensiva britânica nos Dardanelos em 1915, que mobilizou meio milhão de tropas e terminou em derrota diante da resistência turca.
“Não vejo 10 mil infantes leves desembarcando em pequenas ilhas no Golfo Pérsico mudando algo estrategicamente“, disse ele.
O coronel, que atuou como assessor sênior de defesa durante o primeiro mandato de Trump, advertiu que as forças americanas enfrentam fadiga operacional, enquanto o Irã demonstra resiliência.
A análise reforça preocupações com a sustentabilidade de campanhas prolongadas que exigem alto volume de munições caras contra adversários capazes de responder com volume elevado e custo baixo.
Fontes indicam que o presidente Trump estendeu pausa em certos ataques contra infraestrutura energética iraniana.
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O Trump é uma ameaça para o mundo, DEUS ajude que tenha mexido com quem não devia, o IRÃ não é a Venezuela, não é a América do Sul, o coreano já ofereceu ajuda, o IRÃ já deveria ter aceitado, EUA não pode vencer