Coronel da reserva diz que sente “nojo” de Bolsonaro e “asco” em escutar “sua voz” ou “seu nome”

Em um fio no Twitter postado neste domingo, o oficial disse ainda que sente “repúdio por quem ainda hoje o apoia”

O perfil @marcelopjs no Twitter, referente ao coronel da reserva Marcelo Pimentel JS, afirmou na plataforma, neste domingo (10/7), que sente “nojo” do presidente Jair Bolsonaro (PL) e “asco” quando escuta “sua voz” ou o seu nome.

Sem citar nominalmente o presidente, Pimentel afirmou que possui vários sentimentos negativos em relação ao atual ocupante do Palácio do Planalto.

Como observou o portal progressista de notícias Brasil 247, “Pimentel fez as postagens no mesmo dia em que o guarda municipal Marcelo Arruda foi assassinado pelo bolsonarista Jorge José da Rocha Guaranho, em Foz do Iguaçu (PR)“.

Conforme amplamente noticiado, Guaranho passou de carro em frente ao local da festa de aniversário do militante do PT e começou a gritar “Aqui é Bolsonaro” e “mito”. 

Leia a postagem do coronel a seguir:

Como oficial da reserva do Exército, e de acordo com o direito que me é assegurado pela Lei 7.524/86, declaro ter/sentir

  • NOJO da pessoa que preside meu País;
  • DESPREZO por quem participa de seu governo;
  • REPÚDIO político por quem ainda hoje o apoia;
  • ASCO em escutar sua voz ou a pronúncia de seu nome;
  • VERGONHA de que essa figura tenha um dia passado pela mesma Academia Militar que formou a mim e a tantos outros valorosos oficiais do EXÉRCITO BRASILEIRO;
  • CONTRARIEDADE com quem, minimamente informado, votou nessa pessoa pra ser PRESIDENTE DO BRASIL;
  • MELANCOLIA em ver boa parte dos oficiais de minha geração – companheiros de turma, ex-comandantes e ex-subordinados – participando de um governo chefiado por pessoa política e intelectual despreparada, inepta, incompetente, desumana, extremamente grosseira e mal educada;
  • DESESPERANÇA em perceber que grande parte dos oficiais e praças das novas gerações está seguindo o MAU exemplo de alguns chefes e ex-chefes insensatos, ambiciosos, tolos e/ou que servem como referência para a expressão oral e ações do capitão manobrado por generais;
  • RECEIO que o Exército, por intermédio da maioria de seus integrantes, seja transformado numa instituição à imagem e semelhança dos atuais oficiais que governam o País, especialmente do capitão e dos generais-políticos que comandavam, chefiavam e guaiavam o EB…até outro dia; e
  • DESCONFIANÇA de que alguns generais auto-intitulados, hoje, como ‘dissidentes do governo’ e críticos (exclusivos) do presidente, mesmo tendo participado do governo e sendo as pessoas que mais o conheciam na face da Terra exceto a própria família (dele), sejam apenas aproveitadores de nova ocasião para a manutenção do Partido Militar no poder, agravando os processos de politização das Forças Armadas (FA) / dos militares e de militarização da política/sociedade – ambos nocivos p/as FA e o hoje, amanhã e SEMPRE.

Marcelo Pimentel JS”

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