Português Inglês Irlandês Alemão Sueco Espanhol Francês Japonês Chinês Russo
Avançar para o conteúdo

Copom eleva Selic para 12,25% em decisão ‘irresponsável, insana e desastrosa para o País’, segundo Gleisi

    Esse 1 ponto a mais vai custar cerca de R$ 50 bilhões na dívida pública“, afirma a Presidenta Nacional do Partido dos Trabalhadores

    COMPARTILHE:

    UrbsMagna no WhatsApp
    ——-Receba Notícias———
    ➡️ UrbsMagna no Telegram

    É irresponsável, insana e desastrosa para o país a decisão do BC de elevar da taxa básica de juros para 12,25%”, afirmou, nesta quarta-feira (11/12), em sua conta na plataforma social de microblog X, a deputada federal pelo Paraná e Presidenta Nacional do Partido dos Trabalhadores, Gleisi Hoffmann.

    O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central do Brasil decidiu elevar a Selic em 1 ponto percentual, de 11,25% para 12,25% ao ano.

    O cenário para a alta de juros foi catalisado pela questão fiscal, baixa qualidade do pacote de cortes de gastos e da comunicação do governo, forte desvalorização cambial e elevação das pressões inflacionárias, especialmente com a alta de alimentos, deterioração das expectativas e da qualidade dos núcleos inflacionários, disse o site Money You.

    Aos 12,00% aa, o Brasil sobe à 2ª colocação no ranking mundial de juros reais, abaixo da Turquia e acima da Rússia, Colômbia, México e África do Sul.

    A taxa real é uma combinação de inflação projetada para os próximos 12 meses, via coleta do relatório Focus do BACEN de 4,67%, e a taxa de juros DI a mercado dos aproximados próximos 12 meses no vencimento mais líquido (Jan 26).

    O Brasil permanece na 2ª colocação com alta de 100 bp ou de 50 bp, sem nenhum cenário alternativo. Em termos nominais, permanece sozinho na 4ª colocação, acima de México, Colômbia e África do Sul, e abaixo
    da Turquia, Argentina e Rússia.

    O movimento global de políticas de aperto monetário perdeu força, sendo o contexto majoritário de manutenção das taxas; porém, cortes ganharam força novamente.

    Já no ranking, a maioria dos países optou pela manutenção, com o Brasil sendo um dos dois a elevarem os juros. Destaque para a Argentina, após muitos anos, retornando aos juros reais positivos.

    No cômputo geral, entre 166 países, 61,45% mantiveram os juros, 4,22% elevaram e 34,34% cortaram. No ranking, entre 40 países, 40,00% mantiveram, enquanto 5,00% elevaram as taxas e 55,00% cortaram.

    Para a finalização dos cenários prospectivos, o site utilizou a taxa exata do momento da confecção do ranking como referencial central e as máximas e mínimas dos 28 dias da reunião do COPOM, utilizando como perspectivas de cortes mais ou menos acentuados na Selic.

    O Ranking Mundial de Juros Reais é uma compilação matemática e estatística e os seus resultados tão somente exprimem a realidade da situação de política monetária e de inflação dos países nele expressos.

    Taxas de Juros atuais descontadas a inflação projetada para os próximos 12 meses (EX ANTE)

    Ranking País Ex ante
    1 Turquia 13,33%
    2 Brasil 9,23%
    3 Rússia 8,91%
    4 Colômbia 6,46%
    5 México 5,75%
    6 África do Sul 4,48%
    7 Indonésia 4,19%
    8 Filipinas 2,92%
    9 Índia 2,43%
    10 Hong Kong 2,13%
    11 Reino Unido 2,09%
    12 Hungria 1,87%
    13 Estados Unidos 1,65%
    14 Tailândia 1,43%
    15 Cingapura 1,33%
    16 Chile 1,30%
    17 Malásia 1,19%
    18 Austrália 1,18%
    19 Israel 1,17%
    20 Coreia do Sul 0,75%
    21 República Checa 0,58%
    22 França 0,47%
    23 Itália 0,41%
    24 Nova Zelândia 0,39%
    25 Áustria 0,30%
    26 Alemanha 0,29%
    27 Polônia 0,15%
    28 Argentina 0,07%
    29 China -0,03%
    30 Grécia -0,06%
    31 Espanha -0,22%
    32 Suíça -0,22%
    33 Portugal -0,23%
    34 Taiwan -0,57%
    35 Suécia -0,59%
    36 Canadá -0,77%
    37 Bélgica -1,14%
    38 Japão -1,45%
    39 Dinamarca -2,10%
    40 Holanda -3,92%
    Média Geral 1,63%

    Gleisi afirmou ainda que ainda que “não faz sentido nem seria eficaz para evitar alta da inflação, que não é de demanda. Nem para melhorar a situação fiscal, muito pelo contrário”.

    Esse 1 ponto a mais vai custar cerca de R$ 50 bilhões na dívida pública. E não faz sentido para um país que precisa crescer e continuar gerando empregos. O BC está ignorando o esforço e sacrifício do governo em tomar medidas fiscais, que já estão no Congresso, para limitar o crescimento da despesa.

    Mas é o fecho da trajetória nefasta do bolsonarista Campos Neto no BC, responsável pela criminosa sabotagem à economia do país nos dois primeiros anos do governo Lula. Sufocou a economia e o crédito e não cuidou da especulação com o câmbio, que era sua obrigação combater.

    Já vai tarde Campos Neto. Espero que seu terrorismo fiscal também seja suplantado daqui pra frente”.

    UrbsMagna no WhatsApp
    ——-Receba Notícias———
    ➡️ UrbsMagna no Telegram

    UrbsMagna no WhatsApp
    ——-Receba Notícias———
    ➡️ UrbsMagna no Telegram


    Redes Sociais

    🗣️💬

    Discover more from Urbs Magna

    Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

    Continue reading