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Lula, Marina Silva e Corrêa do Lago celebram Belém e pressionam por justiça climática e ação global

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    André Corrêa
    André Corrêa do Lago, Lulla e Marina durante conversa com jornalistas na COP 30, em Belém-PA IMAGEM REPRODUÇÃO CANAL GOV


    Lideranças enfatizam transição justa, financiamento e protagonismo da Amazônia em COP histórica no Pará




    Brasília, 19 de novembro 2025

    O palco da COP 30, em Belém do Pará, transformou-se em um vibrante fórum de engajamento popular e diplomacia de alto nível, com o Embaixador André Corrêa do Lago (Presidente da COP 30), a Ministra Marina Silva, e o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva celebrando os avanços das negociações e o caráter inédito do evento na Amazônia.

    Em suas falas, as lideranças brasileiras destacaram o sucesso da organização, o foco na transição justa e o papel crucial do financiamento climático.

    O Balanço Otimista da Presidência

    O Embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP 30, resumiu o dia como “muito bom”, destacando o diálogo com grupos negociadores sobre temas complexos como adaptação, financiamento e o “mapa do caminho”.

    Ele sublinhou a amplitude da agenda climática, que agora “cobriu basicamente todas as atividades humanas”, justificando a presença de uma “variedade imensa de atores”, incluindo sociedade civil, setor privado e governos subnacionais.

    Corrêa do Lago enfatizou a transição das COPs para além da negociação: “a COP que criou os documentos que já permitem que nós possamos implementar muitas das coisas que são necessárias para combater a mudança do clima”.

    O embaixador ressaltou ainda a intensa participação da sociedade civil, com discussões sobre a cúpula dos povos, a presença indígena e a questão da transição justa, além da “evolução muito importante do tratamento de gênero e mudança do clima”.

    Marina Silva e a Animação pelo Financiamento

    A Ministra Marina Silva (Meio Ambiente e Mudança do Clima) expressou profunda gratidão ao Presidente Lula por sua dedicação ao “maior desafio que a humanidade já teve que enfrentar”.

    Ela trouxe uma notícia “bastante animadora” sobre o Fundo de Facilidade para a Transição (TFF), com o anúncio de aporte da Alemanha na ordem de 1 bilhão de euros.

    Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.

    “Tivemos a alegria de que a Alemanha fez o anúncio do seu aporte e esse aporte… na ordem de 1 bilhão de euros para o TFF graças a todo o esforço que vem sendo feito e numa demonstração de que de fato esse instrumento de financiamento global é um instrumento muito bem desenhado muito bem estruturado e que começa a dar as respostas.”

    A ministra também mencionou a ratificação, entregue ao Secretário-Geral Guterrez, do Acordo sobre Biodiversidade Marinha em Áreas Além da Jurisdição Nacional (BBNJ), uma conquista significativa para a biodiversidade oceânica.

    Ela reforçou que o “mapa do caminho” busca “estabelecer uma linguagem que respeite as demandas de países em desenvolvimento que aumente com certeza as responsabilidades de países que historicamente emite mais e tem mais tecnologia e mais recursos financeiros.”

    Lula: A COP é de Belém, a COP é do Povo

    O Presidente Lula abriu sua fala agradecendo à imprensa e celebrando a ousadia de sediar o evento em Belém, uma cidade que, segundo ele, hoje é conhecida por nações como China, Berlim (sic), Paris e Rússia. O objetivo era “colocar a Amazônia como ela é do jeito que ela é na cabeça dos povos do mundo inteiro”.

    O presidente classificou a COP 30 como “diferenciada” pela intensa representação de diversos setores, destacando o papel da Primeira Dama Janja e a massiva participação popular, que incluiu 3.500 indígenas.

    “Essa COP foi um pouco isso por isso que ela foi feita em Belém uma cidade que segundo muita gente no Brasil não estava preparada para fazer a COP isso aqui fez uma COP melhor do que a COP de Copenhagra do que a COP de Dubai do que a COP de Paris… esta aqui pode ser chamada ‘a primeira COP do povo do mundo inteiro’ porque teve gente do mundo inteiro fazendo suas manifestações.”

    O presidente fez um apelo contundente às lideranças globais, alertando que a inação climática ameaça a democracia e a credibilidade do multilateralismo. Ele salientou que a crise climática “é uma coisa hoje muito séria que coloca em risco a humanidade” e exigiu responsabilidade dos países ricos.

    “Cuidar do clima é saber que os países ricos precisam ajudar os países pobres de que precisam colocar dinheiro para que as pessoas que têm floresta em pé mantenha suas floresta em pé… Os bancos multilaterais que cobram uma exorbitância de juro dos países africanos e dos países próos da América Latina precisa transformar parte dessa dívida em investimento para que a gente possa fazer com que a questão da transição energética seja verdadeira.”

    Lula reafirmou o compromisso do Brasil com a transição energética, citando a matriz de energia limpa do país e a produção de biocombustíveis, mas frisou a necessidade de apoio dos países ricos para que os países em desenvolvimento possam dar um salto de qualidade na produção de eólica, solar e biocombustíveis.

    A mensagem central foi de consenso e soberania: “Nós respeitamos a soberania política ideológica territorial e cultural de cada país não queremos impor queremos apenas dizer: ‘É possível’”.



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