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Conselho de Ética suspende mandato de Gilvan da Federal por ofensas a Gleisi Hoffmann (vídeo)

    Conselho de Ética suspende mandato de Gilvan da Federal por ofensas a Gleisi Hoffmann (vídeo)


    PAULO PIMENTA e GILVAN DA FEDERAL durante sessão que votou pelo afastamento do bolsonarista da Câmara 6.5.2025 – imagem reprodução


    Deputado do PL é afastado por três meses após declarações misóginas, em decisão que reforça combate à violência política de gênero – SAIBA MAIS

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    Brasília, 07 de maio de 2025

    O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (6/mai), a suspensão do mandato do deputado Gilvan da Federal (PL-ES) por três meses, por 15 votos a 4, devido a ofensas proferidas contra a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT-PR), e o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ).

    Durante sessão da Comissão de Segurança Pública em 29 de abril, Gilvan associou G

    leisi ao codinome “Amante” de uma planilha da Odebrecht, afirmando que a pessoa assim chamada “devia ser uma prostituta do caramba”, o que foi considerado quebra de decoro parlamentar.

    A representação, protocolada pela Mesa Diretora, liderada pelo presidente Hugo Motta (Republicanos-PB), destacou que as falas “excederam o direito constitucional à liberdade de expressão” e feriram a dignidade da Câmara.

    A decisão, relatada pelo deputado Ricardo Maia (MDB-BA), inicialmente propunha seis meses de suspensão, mas foi reduzida para três após Gilvan ensaiar um pedido de desculpas no plenário, sem citar diretamente Gleisi.

    “Se algum deputado se sentiu ofendido, peço desculpas e assumo o compromisso de mudar meu comportamento”, declarou o parlamentar.

    Maia justificou a suspensão como “legítima, proporcional e necessária” para preservar a integridade do Legislativo.

    Gleisi, por sua vez, apresentou queixa-crime ao Supremo Tribunal Federal (STF) por injúria e difamação, pedindo R$ 30 mil em danos morais, reforçando a luta contra a violência política de gênero.

    A suspensão não prevê convocação de suplente, já que é inferior a 120 dias, e Gilvan anunciou que não recorrerá.

    O caso também abre precedente para um processo disciplinar que pode levar à cassação do mandato.

    A Bancada Feminina do PT repudiou as falas como “misóginas e criminosas”, exigindo rigor na punição, enquanto o PL, partido de Gilvan, apoiou a redução da pena, com o líder Sóstenes Cavalcante (RJ) afirmando que o deputado “voltará mais maduro”.

    O episódio evidencia o embate entre liberdade de expressão e responsabilidade parlamentar, com desdobramentos que reforçam a necessidade de coibir discursos de ódio no Congresso.

    Nas redes sociais, o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) compartilhou um vídeo de sua fala durante a sessão desta terça-feira.

    Pimenta acusou Gilvan de atacar de forma covarde, especialmente mulheres, e de desrespeitar os princípios democráticos do debate parlamentar. O bolsonarista justificou suas ações alegando ser “um pai de família” e o deputado petista rebateu, argumentando que todos os parlamentares têm famílias que sofrem com ataques desleais.

    “E a deputada não tem família, não tem filha, não tem filho? Não tem família que se sente agredida e atingida quando é de forma covarde, vil, ofendida e desqualificada?” questionou, enfatizando que “vocês não lembram que não é só vocês que têm família”.

    Pimenta também criticou o uso da bandeira nacional como escudo para comportamentos inadequados. “Ou alguém acha que se enrolar na bandeira do Brasil é o escudo contra a covardia e contra a impunidade? Não é, senhor presidente. Aliás, é uma desonra para esse país ver essa bandeira no ombro de quem ela está,” declarou.

    O deputado relatou sua experiência com processos judiciais por injúria, calúnia e difamação, apontando que os acusados frequentemente recuam diante da possibilidade de punição.

    “Eu tenho uma pasta de retratações. Eles se retratam por covardes. Porque diante da certeza da punição, diante da certeza que foram pegos, eles se acovardam e choram,” afirmou.

    Em um momento de forte crítica, Pimenta comparou o comportamento do deputado ao do ex-presidente Jair Bolsonaro, com quem conviveu na Câmara.

    “Eu nunca vi o Bolsonaro ser corajoso a levantar a voz com o homem. Ele era covarde com as jornalistas mulheres, com as deputadas, com as colegas, com as funcionárias da casa. Ele sempre foi um covarde,” disse.

    Ele acusou o parlamentar de seguir o mesmo padrão, citando condenações por ataques a mulheres, como uma vereadora em Vitória e a vice-governadora.

    “Ele tem uma lista de condenação também com todas as mulheres,” destacou. Ao final, Pimenta defendeu uma postura firme contra a impunidade.

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    “Então, nós vamos aqui hoje dar um sinal para o país e dizer: chega, chega de covardia, de hipocrisia, vai ser punido. Nós defendemos essa punição e que saia daqui hoje como um exemplo para todos aqueles que agem de forma covarde aqui dentro dessa casa,” concluiu.

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