“Para deixar claro: não vou parar, não vou desistir, não vou ceder, até que o presidente Jair Bolsonaro esteja livre”
Brasília, 11 de agosto de 2025
Jason Miller, conselheiro do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou no domingo (10/ago) que não desistirá até que o ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro (PL) esteja “livre“.
A afirmação foi feita em publicações na rede social X, em resposta a um internauta que sugeriu que o impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes seria mais importante do que a libertação de Bolsonaro.
Miller escreveu: “Para deixar claro: não vou parar, não vou desistir, não vou ceder, até que o presidente Jair Bolsonaro esteja livre”. A grafia recebeu emojis de punho cerrado e da bandeira do Brasil.
Bolsonaro está em prisão domiciliar desde a segunda-feira (4/ago), por decisão de Moraes, sob a acusação de descumprir medidas cautelares no processo em que é réu por tentativa de golpe de Estado.
As medidas incluem proibições de usar redes sociais, contatar embaixadores ou autoridades estrangeiras e receber visitas, exceto de advogados.
A defesa de Bolsonaro argumenta que ele não descumpriu as determinações, destacando que não havia proibição explícita de conceder entrevistas ou fazer discursos públicos.
Miller, que mantém laços próximos com a família Bolsonaro, especialmente com o deputado Eduardo Bolsonaro, também criticou Moraes, acusando-o de adotar “táticas ditatoriais” e de buscar protagonismo.
Ele já havia comentado a situação política brasileira anteriormente, inclusive comparando o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a Joe Biden.
Em 2021, Miller foi detido no Brasil por ordem de Moraes, no âmbito do inquérito sobre atos antidemocráticos, mas foi liberado após prestar depoimento.
A declaração de Miller ocorre em meio a tensões entre Brasil e EUA, intensificadas após a inclusão de Moraes na lista de sanções da Lei Magnitsky pelo governo Trump, em 30 de julho, por supostas violações de direitos humanos.
O governo brasileiro, por meio do Itamaraty, rebateu as críticas, classificando-as como ataques à soberania nacional e afirmando que o Brasil não cederá a pressões externas.








